9 de nov. de 2013

Resumo: Módulo 4 - Altas Habiilidades e Deficiência Mental

ALTAS HABILIDADES
1)    Definição
·         Aptidões biopsicológicas acima dos padrões de desenvolvimento culturalmente aceitos e cientificamente reconhecidos para a faixa etária correspondente.
·         Aluno portador de necessidades especiais: apresenta limitações de ordem física (auditiva, visual, mental, motora), psicológica ou emocional, relativamente à sua faixa etária e aos padrões vigentes.

2)    Avaliação psicológica de alunos
·         Deve ser feita o mais cedo possível, a fim de atender suas necessidades, capacidades e ajustamento socioemocinal.
·         Contextualizar um planejamento pedagógico e/ou orientação educacional junto a uma equipe multidisciplinar.
·         A avaliação deve ser feita com uma visão sistêmica e global do indivíduo e não apenas sua inteligência superior medida por meio de testes de inteligência (medido de maneira abrangente e multidimensional considerando contexto sócio-histórico e habilidades).
·         Avaliação deve permitir sujeito reconhecer e entender o que se passa consigo mesmo, seu potencial e habilidades para desenvolver-se.
·         É o processo científico, limitado no tempo, realizado por um psicólogo.
·         Procura compreender o indivíduo em sua globalidade, utilizando técnicas de entrevista, de observação e de testes psicológicos.
·         O conjunto de informações obtidas pelo psicólogo junto ao aluno, à escola e à família mapeará as condições cognitivas, sociais e afetivas desse aluno, para conduzir uma melhor qualidade de vida.
·         Metodologia:
a)    Entrevista de anamnese com os pais ou responsáveis;
b)    Entrevistas com o aluno em que são aplicados testes de inteligência (Raven e WISC-R);
c)    Instrumentos que avaliam autoconceito e criatividade (Teste Torrance de Pensamento Criativo);
d)    Jogos , brincadeiras, desenhos e produções espontâneas;
e)    Visitas à escola e encontros com os professores;
f)     Ao término é feita uma entrevista de devolutiva aos pais e professores, que serão orientados sobre o desenvolvimento acadêmico, emocional e social.
·         Testes de Inteligência:
a)    Alfred Binet (1857-1911)
(1)  Inventor do primeiro teste de inteligência;
(2)  O teste mensurava o desenvolvimento da inteligência de crianças de acordo com a idade mental;
b)    Lewis Terman (1877-1956)
(1)  Estudo de crianças com altas habilidades;
(2)  Propôs: QI acima de 141 – Genialidade; QI 90 a 109 – Normal.
c)    Raven Standard Progressive Matrices
(1)  Em 2005 foi o teste QI mais usado no mundo.
d)    David Wechsler
(1)  WAIS-III: teste individual mais usado.
(2)  WISC-III: teste de Q.I individual mais administrado em pessoas de seis a dezesseis anos.
(3)  Propôs: QI acima de 127 – Superdotação; QI 91 a 110 – Normal.

3)    O papel da família
·         A maior preocupação esta no descompasso entre desenvolvimento intelectual avançado e o emocional, compatível com a faixa etária.
·         A família deve acompanhar o desempenho do aluno no contexto educacional.
·         Oferecer atendimento às suas necessidades.
·         Receber orientação no processo adaptação às circunstâncias.

4)    O papel da escola
·         O professor é o principal agente pedagógico.
·         A identificação das altas habilidades deve iniciar na sala de aula.
·         O professor pode realizar suas observações e anotações para estimulá-los e facilitar o desenvolvimento.
·         Descobrir o interesse do aluno consiste na questão central para torná-lo motivado, para que demonstre seu potencial e sua criatividade.
·         Possibilitar ao aluno a socialização com os colegas de classe.

DEFICIÊNCIA INTELECTUAL OU MENTAL
1)    Definição
·         Funcionamento intelectual geral significativamente abaixo da média (escore em testes de inteligência inferior a 85).
·         Falhas no comportamento adaptador (independência e responsabilidade social esperado para o grupo etário e cultural).
·         Apresentam lentidão no uso da memória, associação e classificação de informações, raciocínio e julgamentos adequados.
·         Alfred Binet classifica as crianças deficientes mentais pelo QI em quatro categorias: idiota, imbecil, débil e retardada.
·         A definição modificam-se ao mencionar o fator adaptabilidade:
a)    Comportamento adaptador: fatores externos à criança, que consistem no quadro ambiental em que o sujeito se desenvolve (se um determinado ambiente cria mais condições do que outro).
b)    Autores concordam que o comportamento adaptador das crianças deficientes mentais pode ser influenciado por treinamento.
c)    É possível minimizar a deficiência mental e até a incapacidade educacional por meio de uma programação educacional ou modificações no ambiente social do sujeito.

2)    Classificação
·         Os testes de inteligência que irão determinar seu grau.
·         Não pode ser reduzido a um número expresso em QI.
·         David Wechsler avalia pelo QI:
a)    QI 100 está na média;
b)    QI acima de 100 são superdotados;
c)    QI abaixo de 100 são infradotados.
·         A forma de avaliação postulada por Binet e Wechsler provocou críticas de vários autores contemporâneos (Piaget, Vygotsky, Luria, Sternberg, Feuerstein, entre outros).
·         Forma mais atual de avaliar DM é proposto por três parâmetros:
a)    Grau de deficiência determinados pelo QI ou estádios piagetianos.
b)    As dificuldades na conduta adaptativa.
c)    O grau de educabilidade (educáveis e treináveis) que determinam as possíveis ações ou intervenções psicopedagógicas.
·         Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV):
a)    DM é um transtorno generalizado do desenvolvimento;
b)    Caracterizado por ter um funcionamento intelectual geral significativamente inferior à média;
c)     Estar ligado a déficits significativos no funcionamento adaptativo;
d)    Ter início antes dos dezoito anos de idade.
e)    Deficiente mental leve
(1)  Corresponde a 85% de toda a população com DM.
(2)  São conhecidos como educáveis e na infância, desenvolvem habilidades sociais e comunicação.
(3)  Poucas dificuldades sensório-motoras.
(4)  Não são diferenciados de outras crianças até em idades mais avançadas.
(5)  Conseguem atingir até a sexta série do ensino.
f)     Deficiente mental moderado
(1)  Corresponde a 10% de toda a população com DM.
(2)  São conhecidos como “treináveis”.
(3)  Podem aprender a falar e a se comunicar.
(4)  Dificilmente passarão da segunda série.
g)    Deficiente mental grave
(1)  Corresponde a 3 a 4% da população DM.
(2)  Dificuldade desenvolvimento motor
(3)  A compreensão e expressão da linguagem se desenvolvidas serão pequenas.
(4)  Podem adquirir hábitos de higiene básica.
(5)  Possuem prejuízo nas áreas da alfabetização e matemática.
h)   Deficiente mental profundo
(1)  Corresponde a 1 a 2% da população DM.
(2)  Têm um funcionamento sensório-motor mínimo.
(3)  Exigem cuidados até o fim da vida.
3)    Causas
·         Infecção ou intoxicação;
·         Trauma ou agente físico;
·         Metabolismo ou nutrição;
·         Doença cerebral grave;
·         Influência pré-natal desconhecido;
·         Anomalia cromossômica ou genética;
·         Distúrbios da gestação;
·         Retardo recorrente de distúrbio psiquiátrico;
·         Influências ambientais;
·         Distúrbios genéticos específicos
a)    Síndrome de Down: leva o sujeito à deficiência mental moderada ou leve, com dificuldades de aprendizagem. Pode ser global (todas as células afetadas) ou mosaico (algumas células afetadas).
b)    Fenilcetonúria: leva ao retardo mental grave, traz dano severo ao cérebro em formação.
·         Fatores teratogênicos (relacionados ao ambiente)
a)    Intrínsecos: incidência da Síndrome de Down na família e idade avançada dos pais;

b)    Extrínsecos: Irradiações, Doenças maternas, álcool, chumbo (tinta de parede).

Resumo: Módulo 3 - Deficiência Auditiva


1)    Saúde auditiva
·         Os cuidados para evitar a surdez começam antes mesmo de a criança nascer.
·         Durante a gravidez é necessário que a mãe faça o pré-natal, não tome remédios sem orientação médica e ao fazer radiografia consulte o médico sobre a gestação.
·         Após o nascimento os pais devem ser orientados a não usar cotonetes, cuidado com brinquedos pontiagudos, evitar ambientes com alta sonoridade.
·         Vacinar o bebê contra sarampo, caxumba, meningite e rubéola, pois podem causar a surdez.

2)    Definição
·         A deficiência auditiva (DA) refere-se à incapacidade de ouvir e falar.
·         Uma criança é surda quando não percebe os sons nem mesmo com amplificadores.
·         González (2007) deficiente auditivo: sujeitos que têm uma perda auditiva de maior ou menor grau.
·         Quando a perda é total falamos de surdos.
·         Quando a perda é parcial falamos de hipoacusia que pode ser leve, moderada ou severa em função do grau de decibéis percebido
·         Deficiência auditiva: incapacidade que pode ter nível de intensidade de médio a profundo. Inclui termos “surdo” e “limitado de ouvido”.
a)    Limitado de ouvido: com o uso de auxílio, tem bastante audição residual para ser capaz de processar informação lingüística pela audição.
b)    Surdo: incapacidade auditiva impossibilita o processamento da informação pela audição.
·         Do ponto de vista educacional podemos classificar:
a)    Hipoacústicos – alterações na articulação, na reestruturação da linguagem ou léxico, que com ajuda de prótese podem desenvolver-se, adquirindo a linguagem oral por via auditiva.
b)    Surdos profundos – perda auditiva total, a informação não chega a elas em nível auditivo, por isso a informação é recebida pelo visual, apresentando impossibilidade de adquirir a linguagem oral por via auditiva.
·         A perda auditiva total é muito rara, por isso o termo deficiência auditiva e não surdez.

3)    Classificação por três critérios
·         Natureza ou quantidade de audição perdida;
·         Detecção da lesão ou localização da parte do ouvido lesionada;
·         Momento da perda auditiva.

4)    Quantidade em decibéis de audição perdida
·         Índice Haig estabelecido pelo Comitê Internacional de Audiologia.
·         O audiômetro de puro-som, um instrumento-chave para medir a acuidade auditiva, é utilizado para apresentar ao indivíduo sons de frequência e intensidade conhecidas.
·         Crianças com audição normal: audição inferior a 20dB percebe a fala e os sons perfeitamente.
·         Crianças com DA leve: audição entre 20 e 40dB, não costumam ter problemas para ouvir, mas, quando se encontram em lugares com barulhos podem ter dificuldade para perceber mensagens, sobretudo expressões pouco conhecidas, por isso costumam ter dificuldade na escola. É necessária a utilização de próteses e fonoterapia.
·         Crianças com DA média: audição entre 40 e 70dB, com o uso de prótese, é possível adquirir a linguagem oral por via auditiva e conversação de forma normal.   
·         Crianças com DA severa: audição entre 70 e 90dB, podem perceber apenas palavras amplificadas, e a aprendizagem da linguagem oral não ocorre de maneira espontânea. É imprescindível o uso de prótese, treino auditivo e fonoterapia para ampliar o vocabulário, linguagem estruturada e fala inteligível.
·         Crianças com DA profunda: audição superior a 90dB, não podem perceber a linguagem por via oral e precisam de intervenção especializada.
·         Cofose: perda total da audição, não existem resíduos auditivos e seu patamar esta abaixo de 120dB.

5)    Localização da lesão
·         Surdez de condução ou transmissão:
a)    Afeta o percurso do som até o ouvido interno, por causa de obstáculos no ouvido externo ou médio;
b)    Alterações na cadeia, tumores, otites e malformações;
c)    Tratamento envolve medicação ou intervenção cirúrgica;
d)    Considerada surdez média.
·         Surdez neurossensorial ou de percepção:
a)    Estruturas do ouvido interno e as vias de acesso ao cérebro foram atingidas;
b)    A quantidade e a qualidade são afetadas, sendo surdez propriamente dita;
c)    A intervenção envolve cirurgias com implantes cocleares.
·         Surdez mista:
a)    Ocorre quando o ouvido externo, médio e interno é afetado. O tratamento é cirúrgico e educacional.

6)    Momento da perda auditiva
·         Surdos pré-locutivos: surdez anterior à aquisição da fala, isto é, entre zero e cinco anos. Adquirir a linguagem por oralismo ou sinais.
·         Surdos pós-locutivos: surdez após a aquisição da fala, a partir de cinco anos, já contam com as estruturas da linguagem. Deve-se controlar e conservar o adquirido e tornar a criança consciente de seu déficit.
7)    Causas da DA
·         Kirk e Gallagher (2000) apresentam cinco principais causas:
a)    Hereditariedade;
b)    Rubéola materna;
c)    Nascimento prematuro;
d)    Meningite;
e)    Incompatibilidade de sangue entre mãe e bebê.
·         Surdez de Transmissão
a)    Ouvido externo
(1)  Traumatismos ou inflamações no ouvido externo leve e severo ou tampões de cera, não impedem a audição, mas os sons são mal discriminados, com efeitos transitórios, que podem ser eliminados.
b)    Ouvido médio
(1)  Otite média, mais freqüente na infância e pode afetar dois terços da crianças nos primeiros anos de vida.
·         Surdez neurossensorial ou de percepção
a)    Ouvido interno:
(1)  Surdez pré-linguística é mais grave e costuma ser permanente. A causa pode ser problemas genéticos, processos infecciosos e mal formação congênita: pré natal (rubéola), perinatal (hipóxia) ou pós natal (doenças infecciosas – meningite, encefalite).
(2)  Em adultos pode levar a DA por deterioração progressiva do nervo, tumores intracranianos, hemorragias cerebrais, exposição à alta intensidade de sons, alteração da pressão e dos líquidos do labirinto
·         Surdez genética
a)    Decorrente de problemas de consangüinidade.
·         Surdez por causas desconhecidas
a)    A porcentagem é muito alta dos casos em que se desconhece            com exatidão a origem da deficiência auditiva, que pode acontecer em qualquer momento da vida.

8)    Dificuldades da criança
·         Falta de comunicação oral com o professor e com os colegas.
·         Cabe ao professor buscar uma forma de contato com o aluno, levando em conta suas características intelectuais, afetivas e sociais, valorizando suas habilidades.
·         A qualidade de vida depende:
a)    Realização acadêmica
b)    Modificação social e pessoal
c)    Modificação profissional
·         Este é o grande desafio do educador.


Resumo: Módulo 2 - Deficiência Visual


1)    Saúde visual
·         Os problemas de visão ocorrem na infância e na adolescência.
·         Pesquisas revelam que uma em cada cinco crianças em idade escolar sofre de problemas de visão.
·         Uma criança não consegue comparar se está enxergando bem ou não e dificilmente vai se queixar, podendo trazer sérios problemas para o aprendizado.
·         Sintomas:
a)    Dificuldade de leitura: ao ler um livro se precisa aproximá-lo dos olhos ou se é necessário afastá-lo. Observe se as letras ficam meio embaçadas.
b)    Piscamento: observe se você pisca muitas vezes ao focalizar um objeto ou durante a leitura.
c)    Sensibilidade exagerada à luz: em ambientes claros, não consegue abrir os olhos totalmente ou começam a lacrimejar.
d)    Terçol freqüente: é uma inflamação geralmente localizada nas pálpebras.

2)    Definição:
·         Perda na área da visão que pode ser
a)    Cegueira – total incapacidade de enxergar.
b)    Deficiência visual – alterações no sistema visual, nesse sentido, o sujeito perde a acuidade visual, a capacidade de distinguir imagens, requerendo a utilização de próteses.
c)    Quando não há outra incapacidade associada a falta de visão, o sujeito irá compensar com outros sentidos, como tato, audição e olfato.

3)    Classificação:
·         Deficiências Totais
a)    Cegueira ou perda de visão, caracterizada pela incapacidade de enxergar.
b)    Existem dois tipos de cegueira:
(1)  Absoluta – incapaz de distinguir alguma coisa, pode reconhecer um pouco de luz, mas é impossível adquirir conhecimentos por meio da vista.
(2)  Parcial – sujeito cego pode distinguir luz, sombras e contornos.
·         Deficiências Parciais
a)    Deficiência visual caracterizada por defeitos ópticos e ambliopia, problemas de refração no olho, manifestado por visão nebulosa (miopia, astigmatismo e hipermetropia), podem ser corrigidos por pequenas intervenções cirúrgicas ou uso de lentes.
b)    Na ambliopia existe uma sensibilidade imperfeita na retina, sem lesão orgânica do olho, levando a uma diminuição da visão de dois tipos:
(1)   Sujeitos com baixa visão – com auxílio de material adequado e especialistas podem desenvolver uma aprendizagem normal.
(2)  Sujeitos limitados visuais – com lentes ou aparelhos especiais podem realizar uma aprendizagem normal.
c)    Distúrbios e anomalias visuais mais comuns: hipermetropia, miopia, astigmatismo, estrabismo, heterotropia, nistagmo, albinismo e catarata.

4)    Causas da deficiência visual:
·         Podem surgir por interferências na formação de imagens na retina ou na transmissão destas ao cérebro:
a)    Erros óticos
b)    Defeito nos olhos
c)    Doenças
d)    Síndromes
·         As maiores causas eram:
a)    Sífilis
b)    Meningite
c)    Escarlatina
d)    Medidas como lavar os olhos de recém-nascido
·         O uso de vacinas conseguiu eliminar a maioria das causas.
·         Hoje infecções intra-uterinas como rubéola e toxoplasmose junto com malformação são as causas mais comuns de deficiência congênita.
·         González (2007) – oito grupos diferentes de causas da cegueira:
(1)  Anomalias congênitas (rubéola ou toxoplasmose) e herança genética;
(2)  Problemas de refração (miopia);
(3)  Traumatismos nos olhos durante a prática de esportes, queimaduras ou acidentes domésticos;
(4)  Lesões no globo ocular;
(5)  Lesões no nervo ótico, no quiasma e nos centros corticais;
(6)  Alterações próximas aos olhos, como pálpebras ou canais lacrimais;
(7)  Doenças gerais, infecciosas, intoxicações ou ainda transtornos endócrinos (diabetes, sífilis, glaucoma, ceratite, rubéola);
(8)  Causa determinada por parasitas.



5)    Diagnóstico e Tratamento:
·         Profissionais mais indicados é o médico oftalmologista, especializado na avaliação e tratamento dos defeitos e doença dos olhos e o optometrista, que examina, mede e trata certos defeitos funcionais de visão.
·         Os pais e professores podem detectar as deficiências visuais por meio de indicadores:
a)    Dificuldade de ler o quadro-negro;
b)    Ter dores de cabeça;
c)    Esfregar os olhos, olhos avermelhados e com lágrimas;
d)    Confundir e inverter letras e palavras;
e)    Trocar de linha ao escrever;
f)     Piscar e fazer esforços para ler;
g)    Incômodos excessivos pela luz.

6)    Pesquisas:
·         Teoria da Compensação Sensorial: com a visão deficiente, os outros sentidos automaticamente são reforçados.
·         Deficiência com efeito negativo: a deficiência em uma área do desenvolvimento pode ter efeito negativo em outras áreas. Um defeito funcional em uma área retarda ou perturba o desenvolvimento de outras áreas intactas.

17 de set. de 2013

Resumo: Capítulo 8 - "Ser o que realmente se é"


Disciplina
Abordagem Humanista em Psicologia
Autor(es)
ROGERS, Carl.
Título
Tornar-se Pessoa.
Capítulo 8
“Ser o que realmente se é” – os objetivos pessoais vistos por um terapeuta.









1)    O que é que o ser humano procura quando se tem liberdade de escolher? Qual seu objetivo de vida?
a)    Existem muitos objetivos possíveis (glorificar a deus, imortalidade, satisfazer desejos, alcance de bens materiais, posição, conhecimentos ou poder,etc.).
b)    Estudo realizado por Charles Morris identificou diferenças de objetivos de vida entre grupos de estudantes de diferentes nacionalidades, entre elas cinco principais dimensões.
c)    Entretanto Rogers não considerou satisfatórias as dimensões colocadas por Morris, pois estas não contemplaram o objetivo de vida dos seus clientes.
d)    Como melhor forma de expor a finalidade elucidada por seus clientes, ele utiliza as palavras de Soeren Kierkegaard “ser o que realmente se é”.

2)    Direções tomadas pelo cliente.
a)    O cliente mostra tendência para se afastar, com hesitações ou receio, de um eu que ele não é. Mesmo que não saiba o caminho, ele desvia de alguma coisa.
b)    Começa a definir, embora negativamente, o que ele é.
c)    O receio de tornar-se aquilo que é o faz esconder atrás de uma fachada.
d)    Outra tendência do mesmo gênero surge no cliente que se desvia de uma imagem compulsiva daquilo que ele “devia ser”.
e)    Outros clientes se percebem fugindo daquilo que a cultura espera que eles sejam. Rogers observou que muitos indivíduos se formaram procurando agradar aos outros, mas que, quando são livres, se modificam.
f)     Os clientes definem seus objetivos, suas intenções, por meio da descoberta, na liberdade e na segurança de relações compreensivas, de algumas direções que não querem seguir.
g)    Preferem não esconder, nem a si nem aos seus sentimentos, de si mesmos ou de qualquer outra pessoa que seja para eles importante.
h)   Não querem ser o que “deviam” ser, quer esse imperativo venha dos pais, ou da sociedade, quer ele seja definido de uma forma positiva ou negativa.
                    i.  Não querem moldar a si mesmos dentro de um modelo que seja do agrado dos outros.
                  ii.  Não querem escolher o que quer que seja artificial algo que lhes seja imposto ou definido do exterior.
                 iii.  Compreenderam que esses objetivos ou finalidades não têm valor, mesmo que por eles tenham vividos até agora.

3)    A caminho da autodireção.
a)    O que implica de positivo a experiência dos clientes?
b)    O cliente encaminha-se para a autonomia, começa gradualmente a optar por objetivos que ele pretende atingir. Torna-se responsável por si mesmo.
c)    Decide que atividade e comportamentos significam alguma coisa para si e os que não significam nada.
d)    A liberdade para uma pessoa ser ela mesma é uma liberdade cheia de responsabilidade, e um indivíduo procura atingi-la com precaução, com receio e, no início, quase sem confiança nenhuma.
e)    Esta implica opções e aprender das conseqüências.
f)     Ele encaminha-se mais abertamente para se tornar um processo, uma fluidez, uma mudança. Não ficam perturbados ao descobrir que não são os mesmos em cada dia que se passa, que não têm sempre os mesmos sentimentos em relação a determinada experiência ou pessoa, que nem sempre são conseqüentes.
                    i.  Eles estão num fluxo e parecem contentes por permanecerem nele.
                  ii.  O esforço para estabelecer conclusões e afirmações definitivas parece diminuir.
g)    O cliente se move para ser um processo de possibilidades nascentes, mais do que para ser ou para tomar-se qualquer objetivo cristalizado.

4)    A caminho de ser.
a)    O desejo de ser tudo de si mesmo em cada momento era um desejo comum a todos aqueles que pareciam mostrar muito dinamismo na terapia. Sendo este um objetivo difícil, senão impossível em sentido absoluto.
b)    Uma das mais evidentes tendências nos clientes é assumir toda a complexidade do seu eu em mutação em cada momento significativo.

5)    A caminho de uma abertura para a experiência.
a)    “Ser o que realmente se é” implica ainda em outros componentes.
b)    Uma delas: é a tendência do indivíduo para viver numa relação aberta, amigável e estreita com a sua própria experiência.   
                    i.  Esta não acontece facilmente. Muitas vezes quando o cliente percebe sua nova faceta inicialmente a rejeita.
                  ii.  Apenas quando vivencia um aspecto negado, num clima de aceitação, que pode tentar assumi-lo como uma parte de si mesmo.
                 iii.  O cliente tenta ouvir a si mesmo, tenta ouvir as mensagens e as significações que lhe são comunicadas a partir de suas próprias reações fisiológicas.
                 iv.  Começa a querer estar próximo das suas fontes internas de informação mais do que permanecer fechado a elas.

6)    A caminho de uma aceitação dos outros.
a)    Intimamente ligada a essa abertura à experiência, tanto interior como exterior, dá-se de um modo geral uma abertura e uma aceitação das outras pessoas.
b)    À medida que um indivíduo se torna capaz de assumir sua própria experiência, caminha em direção à aceitação da experiência dos outros.
c)    Ele aprecia e valoriza tanto sua experiência como a dos outros por aquilo que elas são.

7)    Caminhando para a confiança em si mesmo.
a)    O cliente cada vez mais confia nesse processo que é ele mesmo, valorizando-o.
b)    Adquirem criatividade na sua esfera própria, à medida que ganham maior confiança no processo que neles se desenvolve e ousam ter os seus próprios sentimentos, viver com valores que descobriram dentro de si e exprimi-los na sua forma pessoal e única.

8)    A direção geral.
a)    O indivíduo se move em direção a ser, com conhecimento de causa e numa atitude de aceitação, o processo que ele é de fato em profundidade.
b)    Afasta-se do que não é, de ser uma fachada.
c)    Não procura mais do que é, com todos os sentimentos de insegurança e os mecanismos de defesa que isso implica.
d)    Não tenta ser menos do que é, com os sentimentos implícitos de culpabilidade ou depreciação de si.
e)    Está cada vez mais atento ao que se passa nas profundezas do seu ser fisiológico e emocional e descobre-se cada vez mais inclinado a ser, com precisão e profundidade maiores, aquilo que é da maneira mais verdadeira.
f)     Ser o que realmente é, eis o padrão de vida mais elevado, quando é livre para seguir a direção que quiser.
g)    Não se trata de uma simples escolha intelectual de valores, mas parece ser a melhor descrição do comportamento hesitante, provisório e incerto através do qual procede à exploração daquilo que quer ser.

9)    Alguns mal-entendidos
a)    Ser o que se é – é permanecer estático?
                    i.  A pessoa encontra-se fixada em comportamentos que lhe desagradam.
                  ii.  Foi apenas no tornar-se mais no que é, que pôde ser mais o que em si mesma negaram e encarar assim qualquer mudança.
b)    Implica maldade?
                    i.  Uma reação habitual é que ser o que realmente se é significaria ser mau, descontrolado, destrutivo.
                  ii.  Quanto mais ele for capaz de permitir que esses sentimentos fluam e existam nele, melhor estes encontram o seu lugar adequado numa total harmonia.
                 iii.  Descobre que tem outros sentimentos que se juntam a estes e se equilibram.
                 iv.  Realizam uma harmonia construtiva e não um mergulho em qualquer forma de vida descontrolada.
10)  Resumo
a)    Qual o objetivo da minha vida?
b)    Na relação terapêutica o cliente liberto de ameaça e com possibilidade de escolha, revela na sua vida uma semelhança de direção e finalidade.
c)    Tendem a afastar-se da idéia já feita sobre si, daquilo que os outros esperavam deles.
d)    O movimento característico do cliente é que lhe permite ser ele mesmo livremente, o processo instável e fluido que ele é.
e)    Encaminha-se para uma abertura amigável, aprendendo a ouvir-se com sensibilidade.
f)     Assim ele é cada vez mais harmonia de sensações e reações complexas, caminhando para a aceitação de sua essência.
g)    Aceitando os outros de modo mais atento e compreensivo.
h)   Confia e valoriza os complexos processos internos de si mesmo, quando eles emergem para a expressão.

i)     Descobre que ser este processo em si mesmo é elevar ao máximo a capacidade de transformação e de crescimento.