4 de jun. de 2013

Referências Técnicas para atuação do psicólogo no CRAS/SUAS

1. Referências Técnicas para atuação do psicólogo no CRAS/SUAS

1.1. Dimensão ético-política da Assistência Social

a)      Transformações geradas a partir da Constituição de 1988.
b)      A partir da Constituição houve articulação da Assistência Social com a Saúde e Previdência Social.
c)       Constitui-se o Sistema Brasileiro de Seguridade Social que passou a ser reconhecida como política pública em 1993 na vigência da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS).
d)      Garantia de direitos e cidadania de amplos segmentos da população.
e)      A partir da IV Conferência Nacional de Assistência Social (2003) e das diretrizes estabelecidas pelo LOAS, aprovou-se a implementação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
f)       Estabeleceu-se a Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004) que operacionalizada através do SUAS, tem intuito de efetivar uma política para a promoção da vida.
g)      O desafio  da Psicologia é estar atento às potencialidades e às vulnerabilidades instaladas nas comunidades, nos territórios, onde as famílias estabelecem seus laços mais significativos.
h)      O SUAS propõem sua intervenção a partir de duas estruturas articuladas entre si:
·         Proteção Social Básica (CRAS):
- Prevenir situações de risco por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições, e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.
- Destinado à população em situação de vulnerabilidade social.
- Objetivo de desenvolvimento local, buscando potencializar o território.
- A atuação do psicólogo tem como foco a prevenção e promoção da vida.
·         Proteção Social Especial (CREAS) – considerando as ações de média e alta complexidade: Destinada a famílias e indivíduos que se encontram em situação de risco pessoal e social.
i)        A atuação do Psicólogo compreende:
- Priorizar as potencialidades, voltar-se para a valorização dos aspectos saudáveis presentes no sujeito, nas famílias e comunidades.
- Enfrentamento, desnaturalização da violação de direitos, e de superação das contradições sociais.
- Desenvolver no usuário do sistema a autonomia, empoderamento para fazer valer seus direitos.
- Possibilitar a participação social, compreensão do homem como produtor de sua história, esta é condição básica à cidadania.
- A partir da intervenção, atravessar o cotidiano de desigualdades e violências a estas populações, visando o enfrentamento e superação das vulnerabilidades, investindo na apropriação, do lugar de protagonista na conquista e afirmação de direitos.
- Compromisso com a autonomia dos sujeitos, com a crença no potencial dos moradores e das famílias das populações, para que rompam o processo de exclusão/marginalização, assistencialismo e tutela.
- Para uma atuação ética e política é imprescindível a identificação e apropriação da atuação, enquanto profissional, e crença no que se faz, mesmo diante de adversidades e desafios inerentes, isso contribui para um protagonismo profissional de fato, capaz de fomentar, a construção de autonomias  e a geração de outros protagonistas.

1.2. Psicologia e Assistência Social

a)      Finalidade básica é o fortalecimento dos usuários como sujeitos de direitos e fortalecimento das políticas públicas.
b)      Políticas públicas são um conjunto de ações coletivas geridas e implementadas pelo Estado, que devem ser voltadas para a garantia de direitos sociais, norteadas pelos princípios da impessoalidade, universalidade, economia e racionalidade e tendendo a dialogar com o sujeito cidadão.
c)      Psicologia pode oferecer para elaboração e execução de políticas públicas de Assistência Social preocupadas em promover a emancipação social das famílias e fortalecimento da cidadania.
d)      Humanizar as políticas públicas, sujeitos pensados como constituídos de subjetividade, que é construída na interação com os aspectos histórico-culturais e afetivo-relacionais que os cercam. Essa dimensão subjetiva deve ser pensada quando se organizam e executam as políticas públicas.
e)      Compreender o papel ativo do indivíduo e a influência das relações sociais, que podem favorecer a construção de uma atuação profissional que seja transformadora das desigualdades sociais.
f)       O apoio psicológico básico é uma possibilidade de facilitar o movimento dos sujeitos para o desenvolvimento de sua capacidade de intervenção e transformação do meio social onde vive, uma vez que visa à potencialização de recursos psicossociais individuais e coletivos frente à situações de risco e vulnerabilidade social.
g)      As atividades desenvolvidas estão voltadas para o alívio imediato da pobreza, ruptura do ciclo intergeracional da pobreza e o desenvolvimento das famílias.
h)      Os psicólogos devem promover e fortalecer vínculos sócio-afetivos, de forma que gerem progressivamente independência dos benefícios oferecidos e promovam a autonomia na perspectiva da cidadania, atuar numa perspectiva emancipatória.
i)        Intervenção com base na demanda planejada (construída pelo diálogo entre o saber do técnico e da população referenciada).
j)        Princípios norteadores da prática psicológica:
- Atuar em consonância com as diretrizes e objetivos da PNAS, efetivação das políticas públicas e construção de sujeitos cidadãos.
- Atuar de modo integrado entre Psicologia e Serviço Social.
- Atuar de forma integrada com o contexto local, com a realidade municipal e territorial, fundamentada em seus aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais.
- Basear-se na leitura e inserção do tecido comunitário.
- Identificar e potencializar os recursos psicossociais.
- Diálogo entre saber popular e saber científico da Psicologia.
- Favorecer espaços de participação social, contribuindo para exercício da cidadania ativa.
- Buscar a construção de práticas cotextualizadas.
- Atender com prioridades os casos de maior vulnerabilidade.
- Atuar em espaços adequados e viáveis para desenvolvimento das ações.

1.3. Atuação do psicólogo no CRAS

a)      São realizados os seguintes serviços e benefícios:
·         Serviços: socioeducativo-geracionais, intergeracionais e com famílias; sócio-comunitário; reabilitação na comunidade; outros;
·         Benefícios: transferência de renda (bolsa-família e outra); Benefícios de Prestação Continuada - BPC; benefícios eventuais - assistência em espécie ou material; outros;
·         Programas e projetos:  capacitação e promoção da inserção produtiva; promoção da inclusão produtiva para beneficiários do programa Bolsa Família - PBF e do Benefício de Prestação Continuada; projetos e programas de enfrentamento à pobreza; projetos e programas de enfrentamento à fome; grupos de produção e economia solidária; geração de trabalho e renda.
b)      O psicólogo pode participar de todas estas ações, articulando a sua atuação a um plano de trabalho em conjunto com a equipe multidisciplinar. As ações devem ter caráter contínuo e levar em conta a população e suas vulnerabilidades.
c)      As atividades do psicólogo devem estar voltadas para a atenção e prevenção a situações de risco, fortalecendo os vínculos familiares e comunitários e por meio do desenvolvimento de potencialidades  e aquisições pessoais e coletivas.
d)      Apropriar-se de marcos legais e normativos operacionais da política pública em geral:
Ø  Constituição Federal de 1988;
Ø  Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS/1993;
Ø  Estatuto da Criança e Adolescente – ECA/1990;
Ø  Plano Nacional de Assistência Social – PNAS/2004;
Ø  Política Nacional do Idoso – PNI/1994;
Ø  Política Nacional de Integração da Pessoa com Deficiência – NOB-SUAS/2005;
Ø  Novo Código Civil;
Ø  Leis, Portarias e Decretos do Ministério de Desenvolvimento Social.

e)      Apropriar-se dos fundamentos ético legais, teóricos e metodológicos para o trabalho com e para as famílias, seus membros e indivíduos.
f)       Apropriar-se de conhecimentos sobre indicadores de vulnerabilidades e risco sócio-psicológico, especificidades étnicas e culturais, dialética de exclusão/inclusão; leitura sócio-psicológica da realidade.
g)      Orientar-se pelos princípios éticos, conforme proposto pelo NOB-RH/SUAS:
- Defesa intransigente dos direitos socioassistenciais;
- Compromisso com ofertas, serviços, programas, projetos, benefícios que garantam a oportunidade de convívio;
- Promoção do acesso à informação;
- Construção de projetos para autonomia e sustentabilidade;
- Reconhecimento do direito dos usuários ao acesso a benefícios e renda e a oportunidade para inserção profissional;
- Incentivo aos usuários para participação de fóruns, conselhos e movimentos sociais;
- Garantia de acesso sem discriminação de qualquer natureza;
- Devolução de informações colhidas nos estudos e pesquisas aos usuários;
- Contribuir para a criação de mecanismos que desburocratizem a relação com os usuários.
h)      Abandona o assistencialismo, não está centrada na caridade e nem favor, rompendo o paradigma de tutela, das ações dispersas e pontuais.
i)        Respeitando o caráter ético conforme determina o Código de Ética Profissional.


3 de jun. de 2013

Metodologias de Coleta de Dados na Pesquisa Qualitativa

Pessoal segue um pequeno resumo da referência bibliográfica (Metodologias Qualitativas em Sociologia – Haguette, T.M.F.) citada na disciplina online para Projeto de Pesquisa em Psicologia Social::


1.     Metodologias de Coleta de Dados na pesquisa qualitativa

1.1. Metodologias qualitativas em sociologia – Haguette

1.1.1.  Fundamento Teórico

a)      Antropologia e Sociologia utilizaram técnicas semelhantes na abordagem do real, principalmente na participação do pesquisador no local pesquisado (ver o mundo aos olhos dos pesquisados).
b)     Sociologia (vertente interacionista) organização social está assentada nos sentidos, definições e ações que grupos elaboram no processo de interação simbólica ao longo do dia-a-dia.
c)      Metodologias qualitativas nascem em um ambiente social, intelectual e teórico específico, que se reportam a clássicos da sociologia, como, Cooley, Thomas, Mead.
d)     Métodos e Técnicas não são autônomos e nem neutros.
e)      Pesquisar é sempre tematizar o real, dentro de uma dialética do sujeito e do objeto, com o auxílio de métodos e técnicas que permitem uma aproximação do real.

1.1.2.  Metodologias

a)      Método Quantitativo: supõem uma população de objetos de observação comparáveis entre si.
b)     Método Qualitativo: enfatiza especificidades de um fenômeno em termos de sua origem e sua razão de ser.
c)      Tanto as “estruturas” quanto os “microprocessos” da ação social devem ser conhecidos, analisados e interpretados, cabendo a cada um a metodologia apropriada ao que se deseja investigar.
d)       Quatro técnicas da metodologia qualitativa:
        São frequentemente usadas: a) em teses de hipóteses, quando os métodos estruturados não podem ser empregados; b) na reconstituição de um evento; c) na história de vida de indivíduos, organizações ou comunidades; d) estudos pilotos sobre novas áreas do conhecimento.
ü  Observação participante: Contato direto do pesquisador, relação face a face onde ele modifica e é modificado pelo contexto.
ü  História de vida (HV): Documento ou Captação de dados. Serve como ponto de referência para avaliar teorias, pode servir de base para suposições, favorecer insights, auxiliar na busca de novas variáveis em uma área desgastada e dar sentido à noção de “processo”(entende o ponto de vista de pessoa).
ü  Entrevista:
Ø  Aspectos que podem interferir: a) motivos ulteriores (pensa que  sua resposta pode influenciar positivamente em uma situação futura); b)quebra de espontaneidade; c) desejo de agradar; d) fatores idiossincráticos (íntimo de cada pessoa); e)conhecimento sobre o assunto da entrevista; f)falha na observação; g) omissão de dados por ambas as partes.
ü  História oral (HO): Em termos gerais pode-se dizer que tudo que é ORAL, gravado e preservado pode ser considerado história oral (discursos, conversas telefônicas, conferências). Tem por finalidade preencher lacunas existentes nos documentos escritos. É interdisciplinar, servindo para várias áreas.
Ø  Pode não ser confiável: a) se tratar de depoimento parcial; b) se fundar na memória de um depoente.
ü  HO, HV e entrevista não podem partir da informação de um único depoente, mas um conjunto de depoimentos que informam o todo.

1.1.3.  Crítica aos métodos tradicionais

a)      Postura crítica em relação às metodologias tradicionais como consequência do descrédito que a “ciência” tem provocado por ter-se mostrado incapaz de resolver problemas de pobreza, de subdesenvolvimento, de falta de democracia = problemas de desigualdades sociais.
b)     Crítica à falta de neutralidade e objetividade e seu postulado de distanciamento entre sujeito e objeto da pesquisa, surgiram propostas de Pesquisa-participante e Pesquisa-ação (originado na psicologia social e cunhado por Kurt Lewin na década de quarenta).
c)      Surgem devido à necessidade de inserção do pesquisador no meio e de uma participação efetiva da população pesquisada no processo de geração do conhecimento concebido.


3 de mai. de 2013

Teoria dos dois fatores - Frederick Henzberg


Frederick Henzberg
- Nasceu em Lynn, nos Estados Unidos.
- Viveu de 18 de Abril de 1923 até 19 de Janeiro de 2000.
- Foi Psicólogo e professor de Gestão.
- Seu maior reconhecimento se deu em virtude do estudo sobre “Atitudes e motivações humanas”. Sendo uma das primeiras pessoas a investigar sobre as opiniões dos trabalhadores.

Principais Ideias:
- “Teoria dos dois fatores” – Base na motivação e satisfação dos funcionários.
* Principais conceitos da teoria:
- Fatores motivacionais são atividades são as atividades que geram um desafio e estimulam a satisfação diante do cargo ocupado.
- A insatisfação com o trabalho é gerada pelo ambiente, estando diretamente ligada a fatores higiênicos.

Fatores motivacionais:
- Referem-se ás tarefas e ao cargo ocupado, refletem diretamente na produtividade do trabalhador. Está relacionado com características referentes a satisfação e ao reconhecimento profissional.

Fatores Higiênicos:
- Os fatores higiênicos da teoria dos dois fatores são determinados pela organização e estão diretamente ligados a cultura da organização, sendo assim, não se encontram sobre controle dos funcionários. São relacionados ao ambiente da empresa, tal como condições físicas do local de trabalho, incluindo também salários, benefícios, políticas, etc.
- A expressão “Higiênicos” foi escolhida para mostrar que deve ser algo totalmente prevenido para mostrar que deve ser algo totalmente prevenido na empresa, para que não gerar insatisfação posteriormente dos colaboradores.

Fatores que levam a insatisfação (fatores Higiênicos).
Fatores que levam a satisfação (fatores motivacionais).
Política da empresa.
Crescimento.
Condições do ambiente de trabalho.
Desenvolvimento.
Relacionamento com os demais funcionários
Responsabilidade.
Segurança.
Reconhecimento.
Salário.
Realização.


Compartilhado por: Mayara Ferreira.

Resumo: Transferência positiva, negativa e Contratransferência.


Transferência 

Designa em psicanálise o processo pelo qual os desejos inconscientes se atualizam sobre determinados objetos no quadro de certo tipo de relação estabelecida com eles e, eminentemente, no quadro da relação analítica.

Trata-se aqui de uma repetição de protótipos infantis vivida com uma sensação de atualidade acentuada.

A maior parte das vezes é a transferência no tratamento que os psicanalistas chamam de transferência, sem qualquer outro qualitativo.

A transferência é classicamente reconhecida como o terreno em que se joga a problemática de um tratamento psicanalítico, pois são a sua instalação, as suas modalidades, a sua interpretação e a sua resolução que caracterizam este (LAPLANCHE e PONTALIS, 1983).

Freud enfoca o problema da dinâmica da transferência sob dois pontos de vista: primeiro, a transferência como problema geral e suas causas, e segundo, a transferência no processo psicanalítico e as causas da especial intensidade que adquire neste. 

Como causas gerais indicam: 
- O fato de que toda pessoa adquire na infância determinadas características de sua vida afetiva, do que resulta um clichê (ou vários), que no curso da vida é regularmente repetido.
- A insatisfação libidinosa (devido às fixações inconscientes), que cria a necessidade e a expectativa libidinosas dirigidas às pessoas que se vai conhecendo.
- O papel especial da transferência no processo psicanalítico explica-se segundo Freud, por sua relação com a resistência. A transferência torna-se tão intensa e duradoura porque serve a resistência; o paciente reproduz e repete para não relembrar seus impulsos inconscientes.

Transferência e resistência

A transferência se apresenta como uma arma de dois gumes: por um lado, é o que permite que o paciente se sinta confiante e queira falar, tentar descobrir e compreender o que está se passando com ele; por outro, pode ser o local das mais obstinadas resistências ao progresso da análise. De fato, assim como nos sonhos, o paciente em análise atribui aos afetos que é levado a reviver um caráter de atualidade e de realidade, e isso contra toda a razão, sem levar em conta o que realmente está acontecendo. 

Em “A dinâmica da transferência”, Freud diz: “Nada é mais difícil, em análise, do que vencer as resistências, mas não esqueçamos que são justamente tais fenômenos que nos prestam o melhor serviço, ao nos permitir trazer à luz as emoções amorosas secretas e esquecidas dos pacientes e ao conferir a essas emoções um caráter de atualidade.

Por ser a transferência o lugar e a ocasião da reprodução de tais tendências, é que Freud diz que a transferência nada mais é do que um fragmento de repetição e que a repetição é a transferência do passado esquecido, não apenas pela pessoa do médico, mas também por todas as outras áreas da situação presente.

É então que intervém o papel da resistência: quanto maior for à resistência a essa lembrança, maior será a colocação em atos, isto é, a compulsão à repetição irá se impor. É pelo caminho do manejo da transferência que essa compulsão à repetição irá se transformar, pouco a pouco, em uma razão de se lembrar, permitindo assim, progressivamente, que o paciente se reaproprie de sua história.

Transferência e contratransferência

Um outro elemento indissociável da transferência, da qual é uma espécie de acompanhamento obrigatório, é a contratransferência do analista para com seu paciente. Como já dissemos, ela consiste, no analista, em determinar quais afetos seu paciente suscita nele e em saber o que levar em conta, em sua maneira de interpretar a transferência de seu paciente.

Mais uma vez, isso pressupõe que o analista seja capaz de analisar aquilo que constitui a contratransferência, para que essa não interfira no funcionamento da análise do paciente, mas que, no entanto, permita que o analista se situe convenientemente em relação ao desenvolvimento do tratamento.

Transferência positiva e Transferência negativa

Ao falar da transferência, distingue a transferência positiva e a transferência negativa. Foi levado a fazer essa distinção, quando constatou que a transferência poderia se tornar a mais forte resistência oposta ao tratamento e quando se perguntou o porquê.

Essa distinção se deve segundo Freud, à necessidade de tratar diferentemente estes dois tipos de transferência.

A transferência positiva se compõe de sentimentos conscientes amigáveis e ternos, e outros, cujos prolongamentos são encontrados no inconsciente e que, constantemente, parecem ter um fundamento erótico. 

Em, A dinâmica da transferência (1912), Freud coloca que “a transferência sobre a pessoa do analista não representa o papel de uma resistência, a não ser quando se tratar de uma transferência negativa, ou então de uma transferência positiva composta de elementos eróticos recalcados”.

Por outro lado, a transferência positiva, em virtude da confiança do paciente, permite que o paciente fale mais facilmente de coisas difíceis de serem abordadas em outro contexto. Contudo, é evidente que toda transferência é constituída, simultaneamente de elementos positivos e negativos.


Compartilhado por: Daniela Inokuti.

29 de abr. de 2013

VIII Congresso Nacional de Psicologia


Bom pessoal, neste post pretendo apresentar a vocês a síntese da minha participação nas duas etapas do VIII Congresso Nacional de Psicologia:

1ª) Pré Congresso em São José dos Campos (realizado na Univap em 16 de março de 2013);

2ª) VIII Congresso Regional de Psicologia - COREP em São Paulo (realizado no espaço APAS em 26, 27 e 28 de abril de 2013).


Sendo que a terceira etapa do VIII CNP será representada por apenas um estudante e as chapas votadas nos COREPs, esta será em Brasília nos dias 30 de maio à 2 de junho de 2013.

Cronograma aqui: http://cnp.cfp.org.br/viii-cnp/cronograma/

Dando sequência, achei importante o evento, do qual não tinha conhecimento, pois este elabora em processo democrático e político por votação e reconhecimento dos votantes no momento da plenária, as Diretrizes que serão componentes da gestão do Sistema Conselhos (CFP e CRPs), no triênio de 2013 à 2016. 
Lembrando a minha turma da faculdade, que o próximo CNP já seremos psicólogos de formação, portanto este contemplará o nosso exercício profissional.
Além da importância atribuída ao evento em si, os temas discutidos na elaboração das propostas, são muito ricos para nossa formação como estudantes, assim eu realizei uma síntese das 449 propostas nacionais que estavam dividas em três eixos.
Temas e eixos: http://cnp.cfp.org.br/viii-cnp/temas-e-eixos/


Eis a síntese com os principais temas abordados:

  •  Ampliar diálogo da Psicologia com a Religião, a Espiritualidade e os saberes Tradicionais, enfatizando a inquestionável laicidade da Ciência e do Estado.
 
  •  Estabelecer debates sobre honorários, jornada de trabalho (30 horas), diferenciação do psicólogo com outras categorias na área da saúde e saúde do trabalhador.
 
  • Fomentar discussões sobre sigilo, documentos escritos, guarda de materiais e atuação em diferentes serviços, programas e políticas públicas.
 
  •  Promover debates, inclusive com as instituições de ensino superior sobre a produção de documentos escritos e registro documental, decorrentes da práticas psicológica, como: prontuários, relatórios de atendimento, atestados, avaliações psicológicas (porte de arma, trânsito, cirurgia bariátrica, exame criminológico e outros).
 
  • Discutir e produzir referências técnicas sobre a atuação do psicólogo no meio acadêmico, na docência, supervisão de estágio e pesquisa.
 
  • Fazer gestões para incluir no currículo de graduação políticas públicas, direitos humanos, novas áreas de atuação, intersetorialidade e interdisciplinaridade.
 
  • Privatização da Saúde (universalizar o acesso à saúde através de planos e seguros privados e não através do SUS).
 
  • Envelhecimento, violação de Direitos Humanos nas Instituições de Longa permanência de idosos.
 
  • Medicalização, patologização e judicialização da sociedade (evitar formas de violência e de exclusão social).
 
  • Mobilizar para debates e ações referentes aos impactos psicossociais dos Mega Eventos Esportivos, inserção do psicólogo na Psicologia do Esporte.
 
  • Formação e atuação junto aos Povos Indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas, assentados e acampados, respeitando seus modos tradicionais de organização, efetivação de seus direitos e enfrentamento da discriminação e opressão.
 
  • Questões étnico-raciais, combate manifestações de Racismo e Discriminação, divulgação das Leis 10.639/03 e 10.612.
 
  • Fomentar debates sobre homofobia, não patologização da população LGBTT, enfrentamento da violação dos direitos humanos (processo transexualizador, cura gay, entre outros).
 
  • Psicologia do Trânsito, Educação do Trânsito, Mobilidade Urbana e Trânsito.
 
  • Fortalecer movimentos contra “Ato Médico”, Reforma Psiquiátrica e Luta Antimanicomial.
 
  • Política Nacional de Humanização – PNH (modos diferentes de operar no campo da saúde).
 
  • Uso abusivo de álcool e outras drogas, princípio da Redução de Danos e alerta sobre práticas violadoras dos direitos (internação compulsória).
 
  • Papel do psicólogo na interface com a justiça, ampliar comunicação com Judiciário, Ministério Público, Delegacia e Penitenciária.
 
  • Acompanhar reforma do Código Penal, população em privação de liberdade.
 
  • Discutir temática adoção, em especial pós-guarda e pós adoção, Lei 12010/2009.
 
  • Articulação com as entidades da sociedade civil pelo fim da publicidade diretamente às crianças (pela aprovação do projeto de lei no Congresso Nacional, instituição do Conselho de Comunicação Social prevista na Constituição).
 
  • Gestão junto ao Ministério de Educação com objetivo da implementação da Psicologia Escolar em todas as escolas (evitando apenas resolver conflitos emergentes).
 
  • Atuação da Psicologia nas Emergências e Desastres.
 
  • Divulgar o papel da psicologia através dos meios de comunicação, dando visibilidade às suas diversas áreas de atuação e práticas.
 
  • Ampliar a inserção do psicólogo nos debates nacionais, por meio da grande mídia, divulgando seus posicionamentos.   

Além disto pude conhecer no VIII COREP - SP outros estudantes que foram eleitos nos pré congressos e que fizeram convite aos estudantes de psicologia, para eventos interessantes:

Últimas terças e quintas-feiras do mês - Cinema&Yung na Unitau.
      Discussão de um filme à luz da teoria de C.G. Jung. 
      O próximo será amanhã às 15h.
      Mais informações com Monique Godoy: monique.gd2@hotmail.com


      12 de Maio - Reunião do Conselho Regional de Estudantes de Psicologia de SP.
      Será realizado um Piquenique no Centro Cultural de SP para falar sobre: Realidade dos cursos de Psicologia (mobilização para futuros eventos) e elaboração da Intervenção do dia 18 de maio, dia da Luta Antimanicomial.
      Detalhes: http://corepsp.wordpress.com/

      03 a 10 de agosto - Encontro Nacional de Estudantes de Psicologia/Goiânia.
      Discussão sobre megaeventos, repressão e saúde.
      Contato: corepsp@gmail.com

Apresentação do Blog

Olá pessoal, sejam bem vindos!

Este blog será uma construção dinâmica de todos que quiserem compartilhar assuntos relacionados a Psicologia, sendo qualquer formato: notícias, eventos, discussões, resumos, resenhas, entre outros que deem continuidade na produção do nosso saber. 

A contribuição de todas as pessoas é que manterá este blog um útil canal de comunicação.

Aguardo vocês!