9 de nov. de 2013

Resumo: Módulo 5 - Deficiência Física e Motora

DEFICIÊNCIA FÍSICA
1)    Definição
·         Disfunção ou interrupção dos movimentos de um ou dois membros: superiores, inferiores ou ambos.
·         Paralisia: perda da capacidade de contração muscular voluntária por interrupção funcional ou orgânica na via motora (do córtex cerebral até o próprio músculo). É quando todos os movimentos em tais proporções  são impossíveis.
·         Paresia: movimento que está limitado ou fraco. A motilidade se mostra num padrão abaixo do normal, no que se refere à força muscular, à precisão do movimento, amplitude e à resistência muscular localizada.

2)    Classificação das paralisias
·         Monoplegia: um membro é afetado, é raro.
·         Diplegia: membros superiores afetados.
·         Paraplegia: membros inferiores afetados, resultante de lesão medular torácica ou lombar, altera a função medular e produz além de déficits sensitivos e motores, alterações viscerais e sexuais.
·         Hemiplegia: membros do mesmo lado são afetados.
·         Triplegia: três membros são afetados, é raro.
·         Tetraplegia/quadriplegia: todos os membros são afetados, apresenta lesões na sexta e sétima vértebra.

3)    Causas
·         Paralisia cerebral: deficiência da função motora devido a uma lesão cerebral no momento do parto. A criança pode apresentar níveis de mobilidade e ter sua vitalidade e aparência física comprometidas. (prematuridade, anóxia perinatal, desnutrição materna, rubéola, toxoplasmose, trauma de parto, subnutrição).
·         Hemiplegias: Por acidente vascular cerebral, aneurisma cerebral, tumor cerebral e outras.
·         Lesão medular: por ferimento de arma de fogo, arma branca, acidentes de trânsito, mergulho em águas rasas, traumatismos diretos, quedas, processos infecciosos, processos degenerativos, entre outros.
·         Amputações: causas vasculares, traumas, malformações congênitas, causas metabólicas, outras.
·         Distrofia muscular: fraqueza progressiva e atrofia dos músculos do esqueleto. Afeta a mobilidade, vitalidade física e aparência comum (autoimagem).
·         Malformação congênita: Presente no nascimento, qualquer defeito na constituição de algum órgão ou conjunto de órgãos que determine uma anomalia morfológica estrutural presente no nascimento por causa genética, ambiental ou multifatorial.
a)    Programação genética imperfeita;
b)    Fatores ambientais alteraram a formação.


DEFICIÊNCIA MOTORA
1)    Definição
·         É o resultado da maturação de alguns tecidos nervosos, aumento do tamanho e complexidade do sistema nervoso central (SNC), crescimento de ossos e músculos.
·         A aquisição das habilidades motoras básicas ocorre com uma sequência previsível de desenvolvimento, apesar da diversidade devido aos fatores socioculturais.
·         Existem situações em que a variabilidade ultrapassa o limite normal, adquirindo características de desvio, chamada deficiência motora.
·         É um atraso excessivo (desordem orgânica) na aquisição de habilidades motoras básicas. As razões dessa condição são múltiplas, e seus processos, particulares.
·         A criança pode ter aprendido as habilidades motoras básicas, entretanto, sua reconstrução na forma de habilidades funcionais que permitam interagir plenamente com seu ambiente natural e social, não ocorreu.
·         Na década de 80 essa deficiência passou a ser Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC).
·         De acordo com DSM-IV podemos classificar o TDC pelos seguintes sintomas:
a)    Comprometimento do desempenho de atividades diárias tendo por base a idade cronológica e a inteligência;
b)    Propensão para deixar cair objetos;
c)    Baixo desempenho em atividade desportiva;
d)    Grafia insatisfatória;
e)    Rendimento escolar afetado significativamente;
f)     Fraco desempenho de rotinas diárias.
·         Transtorno específico do desenvolvimento motor
a)    Comprometimento grave do desenvolvimento da coordenação motora;
b)    Não atribuível exclusivamente a um retardo mental global ou afecção neurológica específica, congênita ou adquirida;
c)    Sinais que evidenciam imaturidade acentuada do desenvolvimento neurológico;
·         CID-10 o Transtorno Específico do Desenvolvimento da Função Motora
a)    Principal característica é o grave comprometimento da coordenação motora;
b)    Não está diretamente ligada ao retardo intelectual global ou a qualquer transtorno neurológico, congênito ou adquirido;
c)    Compromete a execução de tarefas cognitivas visoespaciais e resulta em dificuldades no desempenho acadêmico, sociais e emocionais;
d)    A ausência de sinais neurológicos clássicos leva a uma atitude de incredulidade diante do problema, negligenciando-se a sua existência ou a crença de recuperação do estado de dificuldade motora.

2)    Estudo do desenvolvimento motor:
·         Área médica: investigar determinantes que levam à ocorrência do problema.
a)    Antecedentes ou fatores presentes nos momentos iniciais da vida;
b)    Condições do nascimento (peso, idade de gestação, asfixia perinatal);
c)    Condições do recém nascido durante as primeiras semanas;
d)    O desenvolvimento até o início da escolarização.
·         Área psicopedagógica: investiga o impacto do TDC, no primeiros anos escolares, sobre o futuro escolar durante a adolescência.
·         Em ambas as áreas os autores são unânimes em afirmar que as crianças portadoras de TDC não se recuperam de suas transtornos motores espontaneamente.
·         Pode haver diminuição natural com o passar dos anos, mas não a sua eliminação.
·         Levando-os a receber rótulos ou apelidos e a um comprometimento de sua autoestima.
·         Por isso o professor deve estar atento a fim de realizar diagnósticos, fazer encaminhamentos e propor atividades pedagógicas direcionadas às dificuldades da criança.

3)    Intervenção Educacional
·         No momento em que nasce uma criança com deficiência, ocorre na família, em especial com os pais, uma “morte simbólica”.
·         Os projetos e as fantasias sobre o bebê precisam ser reelaborados e novas perspectivas construídas.
·         Nem sempre os pais estão preparados, por isso é necessário o apoio teórico-afetivo de uma equipe especializada (médicos, psicólogos, pedagogos, etc).
·         Atitudes de ansiedade e angústia do meio familiar e reações de curiosidade, piedade e rejeição do meio social, podem acarretar uma fragilidade afetiva na criança.
·         A criança começa seu percurso vital com grande defasagem em relação às outras consideradas “normais”, pois quando a área motora ou sensorial não se desenvolve, outras áreas podem ser afetadas.
·         Os objetivos de intervenção pedagógica tanto escolar como familiar:
a)    Dotar a criança de máxima independência pessoal, mediante o desenvolvimento físico;
b)    Proporcionar à criança meios de expressão eficientes;
c)    Favorecer a criação de hábitos de estudo e trabalho;
d)    Oferecer uma sólida formação humanística integral;
e)    Impulsionar a capacidade de expressão por meio da criação artística;

f)     Preparar a criança para o exercício responsável da liberdade.

Resumo: Módulo 4 - Altas Habiilidades e Deficiência Mental

ALTAS HABILIDADES
1)    Definição
·         Aptidões biopsicológicas acima dos padrões de desenvolvimento culturalmente aceitos e cientificamente reconhecidos para a faixa etária correspondente.
·         Aluno portador de necessidades especiais: apresenta limitações de ordem física (auditiva, visual, mental, motora), psicológica ou emocional, relativamente à sua faixa etária e aos padrões vigentes.

2)    Avaliação psicológica de alunos
·         Deve ser feita o mais cedo possível, a fim de atender suas necessidades, capacidades e ajustamento socioemocinal.
·         Contextualizar um planejamento pedagógico e/ou orientação educacional junto a uma equipe multidisciplinar.
·         A avaliação deve ser feita com uma visão sistêmica e global do indivíduo e não apenas sua inteligência superior medida por meio de testes de inteligência (medido de maneira abrangente e multidimensional considerando contexto sócio-histórico e habilidades).
·         Avaliação deve permitir sujeito reconhecer e entender o que se passa consigo mesmo, seu potencial e habilidades para desenvolver-se.
·         É o processo científico, limitado no tempo, realizado por um psicólogo.
·         Procura compreender o indivíduo em sua globalidade, utilizando técnicas de entrevista, de observação e de testes psicológicos.
·         O conjunto de informações obtidas pelo psicólogo junto ao aluno, à escola e à família mapeará as condições cognitivas, sociais e afetivas desse aluno, para conduzir uma melhor qualidade de vida.
·         Metodologia:
a)    Entrevista de anamnese com os pais ou responsáveis;
b)    Entrevistas com o aluno em que são aplicados testes de inteligência (Raven e WISC-R);
c)    Instrumentos que avaliam autoconceito e criatividade (Teste Torrance de Pensamento Criativo);
d)    Jogos , brincadeiras, desenhos e produções espontâneas;
e)    Visitas à escola e encontros com os professores;
f)     Ao término é feita uma entrevista de devolutiva aos pais e professores, que serão orientados sobre o desenvolvimento acadêmico, emocional e social.
·         Testes de Inteligência:
a)    Alfred Binet (1857-1911)
(1)  Inventor do primeiro teste de inteligência;
(2)  O teste mensurava o desenvolvimento da inteligência de crianças de acordo com a idade mental;
b)    Lewis Terman (1877-1956)
(1)  Estudo de crianças com altas habilidades;
(2)  Propôs: QI acima de 141 – Genialidade; QI 90 a 109 – Normal.
c)    Raven Standard Progressive Matrices
(1)  Em 2005 foi o teste QI mais usado no mundo.
d)    David Wechsler
(1)  WAIS-III: teste individual mais usado.
(2)  WISC-III: teste de Q.I individual mais administrado em pessoas de seis a dezesseis anos.
(3)  Propôs: QI acima de 127 – Superdotação; QI 91 a 110 – Normal.

3)    O papel da família
·         A maior preocupação esta no descompasso entre desenvolvimento intelectual avançado e o emocional, compatível com a faixa etária.
·         A família deve acompanhar o desempenho do aluno no contexto educacional.
·         Oferecer atendimento às suas necessidades.
·         Receber orientação no processo adaptação às circunstâncias.

4)    O papel da escola
·         O professor é o principal agente pedagógico.
·         A identificação das altas habilidades deve iniciar na sala de aula.
·         O professor pode realizar suas observações e anotações para estimulá-los e facilitar o desenvolvimento.
·         Descobrir o interesse do aluno consiste na questão central para torná-lo motivado, para que demonstre seu potencial e sua criatividade.
·         Possibilitar ao aluno a socialização com os colegas de classe.

DEFICIÊNCIA INTELECTUAL OU MENTAL
1)    Definição
·         Funcionamento intelectual geral significativamente abaixo da média (escore em testes de inteligência inferior a 85).
·         Falhas no comportamento adaptador (independência e responsabilidade social esperado para o grupo etário e cultural).
·         Apresentam lentidão no uso da memória, associação e classificação de informações, raciocínio e julgamentos adequados.
·         Alfred Binet classifica as crianças deficientes mentais pelo QI em quatro categorias: idiota, imbecil, débil e retardada.
·         A definição modificam-se ao mencionar o fator adaptabilidade:
a)    Comportamento adaptador: fatores externos à criança, que consistem no quadro ambiental em que o sujeito se desenvolve (se um determinado ambiente cria mais condições do que outro).
b)    Autores concordam que o comportamento adaptador das crianças deficientes mentais pode ser influenciado por treinamento.
c)    É possível minimizar a deficiência mental e até a incapacidade educacional por meio de uma programação educacional ou modificações no ambiente social do sujeito.

2)    Classificação
·         Os testes de inteligência que irão determinar seu grau.
·         Não pode ser reduzido a um número expresso em QI.
·         David Wechsler avalia pelo QI:
a)    QI 100 está na média;
b)    QI acima de 100 são superdotados;
c)    QI abaixo de 100 são infradotados.
·         A forma de avaliação postulada por Binet e Wechsler provocou críticas de vários autores contemporâneos (Piaget, Vygotsky, Luria, Sternberg, Feuerstein, entre outros).
·         Forma mais atual de avaliar DM é proposto por três parâmetros:
a)    Grau de deficiência determinados pelo QI ou estádios piagetianos.
b)    As dificuldades na conduta adaptativa.
c)    O grau de educabilidade (educáveis e treináveis) que determinam as possíveis ações ou intervenções psicopedagógicas.
·         Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV):
a)    DM é um transtorno generalizado do desenvolvimento;
b)    Caracterizado por ter um funcionamento intelectual geral significativamente inferior à média;
c)     Estar ligado a déficits significativos no funcionamento adaptativo;
d)    Ter início antes dos dezoito anos de idade.
e)    Deficiente mental leve
(1)  Corresponde a 85% de toda a população com DM.
(2)  São conhecidos como educáveis e na infância, desenvolvem habilidades sociais e comunicação.
(3)  Poucas dificuldades sensório-motoras.
(4)  Não são diferenciados de outras crianças até em idades mais avançadas.
(5)  Conseguem atingir até a sexta série do ensino.
f)     Deficiente mental moderado
(1)  Corresponde a 10% de toda a população com DM.
(2)  São conhecidos como “treináveis”.
(3)  Podem aprender a falar e a se comunicar.
(4)  Dificilmente passarão da segunda série.
g)    Deficiente mental grave
(1)  Corresponde a 3 a 4% da população DM.
(2)  Dificuldade desenvolvimento motor
(3)  A compreensão e expressão da linguagem se desenvolvidas serão pequenas.
(4)  Podem adquirir hábitos de higiene básica.
(5)  Possuem prejuízo nas áreas da alfabetização e matemática.
h)   Deficiente mental profundo
(1)  Corresponde a 1 a 2% da população DM.
(2)  Têm um funcionamento sensório-motor mínimo.
(3)  Exigem cuidados até o fim da vida.
3)    Causas
·         Infecção ou intoxicação;
·         Trauma ou agente físico;
·         Metabolismo ou nutrição;
·         Doença cerebral grave;
·         Influência pré-natal desconhecido;
·         Anomalia cromossômica ou genética;
·         Distúrbios da gestação;
·         Retardo recorrente de distúrbio psiquiátrico;
·         Influências ambientais;
·         Distúrbios genéticos específicos
a)    Síndrome de Down: leva o sujeito à deficiência mental moderada ou leve, com dificuldades de aprendizagem. Pode ser global (todas as células afetadas) ou mosaico (algumas células afetadas).
b)    Fenilcetonúria: leva ao retardo mental grave, traz dano severo ao cérebro em formação.
·         Fatores teratogênicos (relacionados ao ambiente)
a)    Intrínsecos: incidência da Síndrome de Down na família e idade avançada dos pais;

b)    Extrínsecos: Irradiações, Doenças maternas, álcool, chumbo (tinta de parede).

Resumo: Módulo 3 - Deficiência Auditiva


1)    Saúde auditiva
·         Os cuidados para evitar a surdez começam antes mesmo de a criança nascer.
·         Durante a gravidez é necessário que a mãe faça o pré-natal, não tome remédios sem orientação médica e ao fazer radiografia consulte o médico sobre a gestação.
·         Após o nascimento os pais devem ser orientados a não usar cotonetes, cuidado com brinquedos pontiagudos, evitar ambientes com alta sonoridade.
·         Vacinar o bebê contra sarampo, caxumba, meningite e rubéola, pois podem causar a surdez.

2)    Definição
·         A deficiência auditiva (DA) refere-se à incapacidade de ouvir e falar.
·         Uma criança é surda quando não percebe os sons nem mesmo com amplificadores.
·         González (2007) deficiente auditivo: sujeitos que têm uma perda auditiva de maior ou menor grau.
·         Quando a perda é total falamos de surdos.
·         Quando a perda é parcial falamos de hipoacusia que pode ser leve, moderada ou severa em função do grau de decibéis percebido
·         Deficiência auditiva: incapacidade que pode ter nível de intensidade de médio a profundo. Inclui termos “surdo” e “limitado de ouvido”.
a)    Limitado de ouvido: com o uso de auxílio, tem bastante audição residual para ser capaz de processar informação lingüística pela audição.
b)    Surdo: incapacidade auditiva impossibilita o processamento da informação pela audição.
·         Do ponto de vista educacional podemos classificar:
a)    Hipoacústicos – alterações na articulação, na reestruturação da linguagem ou léxico, que com ajuda de prótese podem desenvolver-se, adquirindo a linguagem oral por via auditiva.
b)    Surdos profundos – perda auditiva total, a informação não chega a elas em nível auditivo, por isso a informação é recebida pelo visual, apresentando impossibilidade de adquirir a linguagem oral por via auditiva.
·         A perda auditiva total é muito rara, por isso o termo deficiência auditiva e não surdez.

3)    Classificação por três critérios
·         Natureza ou quantidade de audição perdida;
·         Detecção da lesão ou localização da parte do ouvido lesionada;
·         Momento da perda auditiva.

4)    Quantidade em decibéis de audição perdida
·         Índice Haig estabelecido pelo Comitê Internacional de Audiologia.
·         O audiômetro de puro-som, um instrumento-chave para medir a acuidade auditiva, é utilizado para apresentar ao indivíduo sons de frequência e intensidade conhecidas.
·         Crianças com audição normal: audição inferior a 20dB percebe a fala e os sons perfeitamente.
·         Crianças com DA leve: audição entre 20 e 40dB, não costumam ter problemas para ouvir, mas, quando se encontram em lugares com barulhos podem ter dificuldade para perceber mensagens, sobretudo expressões pouco conhecidas, por isso costumam ter dificuldade na escola. É necessária a utilização de próteses e fonoterapia.
·         Crianças com DA média: audição entre 40 e 70dB, com o uso de prótese, é possível adquirir a linguagem oral por via auditiva e conversação de forma normal.   
·         Crianças com DA severa: audição entre 70 e 90dB, podem perceber apenas palavras amplificadas, e a aprendizagem da linguagem oral não ocorre de maneira espontânea. É imprescindível o uso de prótese, treino auditivo e fonoterapia para ampliar o vocabulário, linguagem estruturada e fala inteligível.
·         Crianças com DA profunda: audição superior a 90dB, não podem perceber a linguagem por via oral e precisam de intervenção especializada.
·         Cofose: perda total da audição, não existem resíduos auditivos e seu patamar esta abaixo de 120dB.

5)    Localização da lesão
·         Surdez de condução ou transmissão:
a)    Afeta o percurso do som até o ouvido interno, por causa de obstáculos no ouvido externo ou médio;
b)    Alterações na cadeia, tumores, otites e malformações;
c)    Tratamento envolve medicação ou intervenção cirúrgica;
d)    Considerada surdez média.
·         Surdez neurossensorial ou de percepção:
a)    Estruturas do ouvido interno e as vias de acesso ao cérebro foram atingidas;
b)    A quantidade e a qualidade são afetadas, sendo surdez propriamente dita;
c)    A intervenção envolve cirurgias com implantes cocleares.
·         Surdez mista:
a)    Ocorre quando o ouvido externo, médio e interno é afetado. O tratamento é cirúrgico e educacional.

6)    Momento da perda auditiva
·         Surdos pré-locutivos: surdez anterior à aquisição da fala, isto é, entre zero e cinco anos. Adquirir a linguagem por oralismo ou sinais.
·         Surdos pós-locutivos: surdez após a aquisição da fala, a partir de cinco anos, já contam com as estruturas da linguagem. Deve-se controlar e conservar o adquirido e tornar a criança consciente de seu déficit.
7)    Causas da DA
·         Kirk e Gallagher (2000) apresentam cinco principais causas:
a)    Hereditariedade;
b)    Rubéola materna;
c)    Nascimento prematuro;
d)    Meningite;
e)    Incompatibilidade de sangue entre mãe e bebê.
·         Surdez de Transmissão
a)    Ouvido externo
(1)  Traumatismos ou inflamações no ouvido externo leve e severo ou tampões de cera, não impedem a audição, mas os sons são mal discriminados, com efeitos transitórios, que podem ser eliminados.
b)    Ouvido médio
(1)  Otite média, mais freqüente na infância e pode afetar dois terços da crianças nos primeiros anos de vida.
·         Surdez neurossensorial ou de percepção
a)    Ouvido interno:
(1)  Surdez pré-linguística é mais grave e costuma ser permanente. A causa pode ser problemas genéticos, processos infecciosos e mal formação congênita: pré natal (rubéola), perinatal (hipóxia) ou pós natal (doenças infecciosas – meningite, encefalite).
(2)  Em adultos pode levar a DA por deterioração progressiva do nervo, tumores intracranianos, hemorragias cerebrais, exposição à alta intensidade de sons, alteração da pressão e dos líquidos do labirinto
·         Surdez genética
a)    Decorrente de problemas de consangüinidade.
·         Surdez por causas desconhecidas
a)    A porcentagem é muito alta dos casos em que se desconhece            com exatidão a origem da deficiência auditiva, que pode acontecer em qualquer momento da vida.

8)    Dificuldades da criança
·         Falta de comunicação oral com o professor e com os colegas.
·         Cabe ao professor buscar uma forma de contato com o aluno, levando em conta suas características intelectuais, afetivas e sociais, valorizando suas habilidades.
·         A qualidade de vida depende:
a)    Realização acadêmica
b)    Modificação social e pessoal
c)    Modificação profissional
·         Este é o grande desafio do educador.


Resumo: Módulo 2 - Deficiência Visual


1)    Saúde visual
·         Os problemas de visão ocorrem na infância e na adolescência.
·         Pesquisas revelam que uma em cada cinco crianças em idade escolar sofre de problemas de visão.
·         Uma criança não consegue comparar se está enxergando bem ou não e dificilmente vai se queixar, podendo trazer sérios problemas para o aprendizado.
·         Sintomas:
a)    Dificuldade de leitura: ao ler um livro se precisa aproximá-lo dos olhos ou se é necessário afastá-lo. Observe se as letras ficam meio embaçadas.
b)    Piscamento: observe se você pisca muitas vezes ao focalizar um objeto ou durante a leitura.
c)    Sensibilidade exagerada à luz: em ambientes claros, não consegue abrir os olhos totalmente ou começam a lacrimejar.
d)    Terçol freqüente: é uma inflamação geralmente localizada nas pálpebras.

2)    Definição:
·         Perda na área da visão que pode ser
a)    Cegueira – total incapacidade de enxergar.
b)    Deficiência visual – alterações no sistema visual, nesse sentido, o sujeito perde a acuidade visual, a capacidade de distinguir imagens, requerendo a utilização de próteses.
c)    Quando não há outra incapacidade associada a falta de visão, o sujeito irá compensar com outros sentidos, como tato, audição e olfato.

3)    Classificação:
·         Deficiências Totais
a)    Cegueira ou perda de visão, caracterizada pela incapacidade de enxergar.
b)    Existem dois tipos de cegueira:
(1)  Absoluta – incapaz de distinguir alguma coisa, pode reconhecer um pouco de luz, mas é impossível adquirir conhecimentos por meio da vista.
(2)  Parcial – sujeito cego pode distinguir luz, sombras e contornos.
·         Deficiências Parciais
a)    Deficiência visual caracterizada por defeitos ópticos e ambliopia, problemas de refração no olho, manifestado por visão nebulosa (miopia, astigmatismo e hipermetropia), podem ser corrigidos por pequenas intervenções cirúrgicas ou uso de lentes.
b)    Na ambliopia existe uma sensibilidade imperfeita na retina, sem lesão orgânica do olho, levando a uma diminuição da visão de dois tipos:
(1)   Sujeitos com baixa visão – com auxílio de material adequado e especialistas podem desenvolver uma aprendizagem normal.
(2)  Sujeitos limitados visuais – com lentes ou aparelhos especiais podem realizar uma aprendizagem normal.
c)    Distúrbios e anomalias visuais mais comuns: hipermetropia, miopia, astigmatismo, estrabismo, heterotropia, nistagmo, albinismo e catarata.

4)    Causas da deficiência visual:
·         Podem surgir por interferências na formação de imagens na retina ou na transmissão destas ao cérebro:
a)    Erros óticos
b)    Defeito nos olhos
c)    Doenças
d)    Síndromes
·         As maiores causas eram:
a)    Sífilis
b)    Meningite
c)    Escarlatina
d)    Medidas como lavar os olhos de recém-nascido
·         O uso de vacinas conseguiu eliminar a maioria das causas.
·         Hoje infecções intra-uterinas como rubéola e toxoplasmose junto com malformação são as causas mais comuns de deficiência congênita.
·         González (2007) – oito grupos diferentes de causas da cegueira:
(1)  Anomalias congênitas (rubéola ou toxoplasmose) e herança genética;
(2)  Problemas de refração (miopia);
(3)  Traumatismos nos olhos durante a prática de esportes, queimaduras ou acidentes domésticos;
(4)  Lesões no globo ocular;
(5)  Lesões no nervo ótico, no quiasma e nos centros corticais;
(6)  Alterações próximas aos olhos, como pálpebras ou canais lacrimais;
(7)  Doenças gerais, infecciosas, intoxicações ou ainda transtornos endócrinos (diabetes, sífilis, glaucoma, ceratite, rubéola);
(8)  Causa determinada por parasitas.



5)    Diagnóstico e Tratamento:
·         Profissionais mais indicados é o médico oftalmologista, especializado na avaliação e tratamento dos defeitos e doença dos olhos e o optometrista, que examina, mede e trata certos defeitos funcionais de visão.
·         Os pais e professores podem detectar as deficiências visuais por meio de indicadores:
a)    Dificuldade de ler o quadro-negro;
b)    Ter dores de cabeça;
c)    Esfregar os olhos, olhos avermelhados e com lágrimas;
d)    Confundir e inverter letras e palavras;
e)    Trocar de linha ao escrever;
f)     Piscar e fazer esforços para ler;
g)    Incômodos excessivos pela luz.

6)    Pesquisas:
·         Teoria da Compensação Sensorial: com a visão deficiente, os outros sentidos automaticamente são reforçados.
·         Deficiência com efeito negativo: a deficiência em uma área do desenvolvimento pode ter efeito negativo em outras áreas. Um defeito funcional em uma área retarda ou perturba o desenvolvimento de outras áreas intactas.