9 de nov. de 2013

Resumo: Módulo 7 - Fenômenos Escolares (Síndrome de Bornout e Bullying)

SÍNDROME DE BORNOUT
1.    Definição
·      Conjunto de sintomas e características que descrevem um estado de exaustão prolongada e diminuição de interesse, especialmente em relação ao trabalho.
·      O trabalho coloca-se como castigo, sofrimento e culpa dependendo da motivação e do retorno que oferece ao trabalhador.
·      O trabalho forma a identidade do indivíduo, profissão, caracteriza seu ser, o indivíduo é a sua profissão.
·      O trabalho provoca diferentes graus de motivação e satisfação, principalmente na forma em que se desempenha a tarefa (Kanaane, 1994).
·      Codo, Sampaio e Hitomi (1995) Existe um choque entre um indivíduo dotado de história personalizada e a organização do trabalho portadora de uma injunção despersonalizante. Emergem uma vivência e um sofrimento que determinarão sua saúde e funcionamento na organização (indignidade, inutilidade, desqualificação, etc).

2.    Causas
·      Silva, 2000 afirma: burnout de professores é conhecida como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de lecionar gradualmente diminui.
a.  Estresse,
b.  A falta de recursos,
c.   A falta de tempo,
d.  Reuniões em excesso,
e.  Número muito grande de alunos por sala de aula,
f.    Falta de assistência,
g.  Falta de apoio,
h.  Pais hostis.

BULLYING
1)    Definição
a)    Atos de violência física ou psicológica.
b)    Intencionais e repetidos.
c)    Praticados por um indivíduo (bully ou valentão) ou grupo de indivíduos.
d)    Objetivo de intimidar ou agredir o outro indivíduo ou grupo.
e)    Vítimas/agressoras ou autores/alvos que cometem agressões por também serem vítimas de bullying.

2)    Caracterização do Bullying
a)    Assédio praticado por alguém em condições de exercer o seu poder.
b)    Segundo  Dan Owelus bullying é definido em três termos:
·         O comportamento é agressivo e negativo;
·         O comportamento é executado repetidamente;
·         Ocorre num relacionamento onde há desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
c)    O bullying divide-se em duas categorias:
·         Direto: comum entre agressores (bullies) masculinos;
·         Indireto: comum entre bullies femininos e crianças, caracterizado por forçar a vítima ao isolamento social.
d)    Pode ocorrer em qualquer relação social até mesmo envolvendo países.

3)    Características dos bullies.
a)    Pesquisas indicam que adultos agressores têm personalidades autoritárias.
b)    Sugere também um déficit em habilidades sociais e um ponto de vista preconchueituoso.
c)    Estudos não evidenciam que os bullies sofrem de déficit de autoestima (inveja e ressentimento).
d)    Rapidez em se enraivecer e usar a força (agressividade).
e)    Encaram as ações do outro como hostis.
f)     Preocupação com a auto-imagem.
g)    Ações obsessivas ou rígidas.

4)    Tipos de bullying
a)    Os bullies usam uma combinação de intimidação e humilhação, utilizando técnicas:
·         Insultar ou acusar a vítima de não servir para nada;
·         Ataques físicos repetidos contra o corpo ou propriedade da pessoa;
·         Danificar propriedade pessoal;
·         Espalhar rumores negativos;
·         Depreciar sem motivo;
·         Fazer com a vítima faça o que ela não quer ameaçando-a;
·         Colocar a vítima em situação problemática (ex. autoridades);
·         Conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu;
·          Fazer comentários depreciativos sobre a família, aparência, etnia, religião, orientação sexual, nível de renda, etc.
·         Isolamento social da vítima;
·         Usar tecnologias da informação – cyberbullying;
·         Chantagem;
·         Expressões ameaçadoras;
·         Grafitagem depreciativa;
·         Usar de sarcasmo para se passar por amigo enquanto assegura controle sobre a vítima.

5)    Locais de Bullying
a)    Pode acontecer em qualquer contexto de interação entre seres humanos.
b)    Em escolas geralmente ocorre em áreas com supervisão adulta mínima ou inexistente.
c)    Quem sofre o bullying pode desenvolver problemas psíquicos irreversíveis.      
d)    Muitas escolas passaram a realizar projetos para promover a cooperação entre os estudantes e o treinamento de alunos como moderadores para resolução de disputas.
e)    Os júris estão mais favoráveis as vítimas de bullying, movendo ações judiciais contra agressores e inclusive as escolas, por falta de supervisão adequada, violação dos direitos civis, discriminação racial e gênero ou assédio moral.
f)     Também está presente na forma de avaliações abaixo da média, não retorno das tarefas escolares, segregação alunos competentes por professores incompetentes ou não atuantes, para proteger uma instituição de ensino.

6)    Alcunhas (apelidos)
a)    Normalmente é dada por um amigo devido a uma característica única da vítima.
b)    Em alguns casos é feita por uma característica que a vítima não quer que seja alardeada.
c)    Em casos extremos professores podem ajudar a popularizá-la e é percebido como inofensivo.

d)    Ou pode ser sutil para ser percebido como indesejável.

Resumo: Módulo 6 - Problemas de Aprendizagem (Linguagem e Comportamento)


1.    Definição
·         É um termo genérico que se refere a um grupo heterogêneo de alterações manifestas por dificuldades significativas na aquisição e uso da audição, fala, leitura, raciocínio ou habilidades matemáticas.
·         São intrínsecas ao indivíduo devidas à disfunção do SNC.
·         Pode ocorrer concomitantemente com outras condições desfavoráveis.
·         Existe a falta de informação específica nas escolas.
·         Capacitar professores para o reconhecimento de sinais é a grande estratégia, para realizar assim o diagnóstico precoce, pois maiores serão as chances de reabilitação.
·         Cabe ao professor possibilitar a inclusão no processo escolar.
·         Segundo Graciele Girardelo, devemos considerar:
a)   Problemas no rendimento escolar que não sejam explicados por fatores intelectuais, sensoriais ou outras incapacidades físicas;
b)   Dificuldades em estabelecer e manter relações sociais;
c)   Reações comportamentais ou sentimentos inapropriados;
d)   Tristeza e depressão contínuas;
e)   Tendências a desenvolver sintomas físicos ou medos associados a problemas comuns.

2.    Diagnóstico
·         Dificuldades para aprender na escola cuja causa pode estar nela mesma ou no ambiente escolar.
·         Professor deve identificar:
a)    Problema de ordem exógena (pisopedagógico-social) deve procurar melhorar o ambiente de aprendizagem do aluno auxiliando em suas dificuldades.
b)   Problema de ordem endógena, deve ser avaliado por profissionais habilitados, numa avaliação multidisciplinar (fono, neuro, psicopedagogo, neuropsicólogo, avaliação psiquiátrica).

3.    Tratamento
·         Existem casos em que o grau do transtorno exige que a criança passe por programas educativos individuais e intensivos.
·         É importante que a criança continue a participar das atividades escolares normais.
·         O profissional que acompanha a criança deve realizar contatos com a escola.
·         O tratamento farmacológico quando necessário deve ser acompanhado por um psiquiatra ou neurologista e associado ao atendimento psicopedagógico.

DISTÚRBIO DE LINGUAGEM

1.    O que é linguagem?
·         Conjunto de símbolos e instrumentos utilizados para comunicar sentimentos, pensamentos e idéias.
·         O seu desenvolvimento depende de fatores ambientais e biológicos.
a)   Fatores ambientais: o ambiente fornecerá o clima emocional, os modelos verbais e as experiências nas quais o sujeito irá se apropriar dos códigos de representação do pensamento e sentimentos.
b)   Fatores biológicos: A hereditariedade fornece o potencial para a aprendizagem, ou seja, representa as diferenças individuais do sujeito para aprender. O estado de saúde é fundamental principalmente até os três anos, uma vez que doenças e carência alimentar (privação protéica e vitamínica).

2.    O que é distúrbio de linguagem?
·         A linguagem é defeituosa quando prejudica a comunicação ou quando faz com que a pessoa se torne desajustada no grupo.
·         Existe um problema de linguagem em uma criança quando sua maneira de falar interfere na comunicação, distraindo a atenção do ouvinte no que ela diz para enfocá-la no como ela diz, ou com a própria timidez da criança ao falar.

3.    Tipos de distúrbio
·         Atraso na linguagem
a)   Definição: a criança não apresenta linguagem até por volta dos três anos. Pode ser superado de forma natural ou com tratamento especializado (fonoaudiólogo).
b)   Causas: problema específico de articulação, problemas de audição, problemas emocionais (traumas, carência afetiva, superproteção, uso de outro idioma), crianças mimadas que não se expressam porque não precisam. Crianças que vivem em orfanatos ou hospitais por falta de estímulos.
·         Dislalia
a)  Definição: dificuldade de articular palavras, que consiste na má pronúncia das palavras por omissão, substituição, distorção ou acréscimo de sons na palavra falada.
b)  Causas: é uma falha na articulação cuja origem pode ser orgânica ou funcional.
1.    Orgânica – afecção orgânica (lesão, malformação) ou perturbação funcional dos órgãos da fonação.
2.    Funcional – causa hereditária, imitação ou alterações emocionais.
·         Até os quatros anos, os erros na linguagem são normais, mas depois dessa fase a criança pode ter problemas se continuar falando errado no relacionamento social
·         Dislexia
a)  Definição: vários sintomas que resultam em dificuldades com a linguagem, especialmente com a leitura. Geralmente há problemas na escrita, na pronúncia e soletração. Possuem o hemisfério cerebral lateral-direito mais desenvolvida, que justificaria a grande relação à sensibilidade, artes, atletismo, mecânica, visualização em três dimensões, criatividade na solução de problemas e habilidades intuitivas. A maioria apresenta imaturidade psicomotora.
b)  Causas: Estudos comprovam que há diferenças na anatomia e no funcionamento do cérebro dos disléxicos.
c)  Diagnóstico: apenas uma avaliação multidisciplinar, formada por psicopedagogo, psicólogo, neurologista e fonoaudiólogo pode diagnosticar.
d)  Tratamento: não apresenta cura, mas com o apoio especializado pode aprender a ler e escrever sem problemas. Uso de técnicas que valorizem as inteligências múltiplas e o aprendizado sistematizado pode auxiliar.
·         Disgrafia
a)  Definição: perturbação na escrita por distúrbios neurológicos possuem dificuldades para escrever letras e números. Incapacidade de recordar a grafia da letra e por tentar se lembrar do grafismo.
b)  Classificação:
1.    Disgrafia motora (discaligrafia) – dificuldades na coordenação motora fina.
2.    Disgrafia perceptiva – não consegue fazer relação entre o sistema simbólico e as grafias que representam os sons, palavras e frases.
c)  Orientações:
1.    Estimulação lingüística global e um atendimento individualizado;
2.    Pais e professores devem evitar repreender a criança;
3.    Reforçar o aluno em suas conquistas;
4.    Dar mais ênfase à expressão oral;
5.    Evitar o uso de canetas vermelhas na correção dos cadernos e provas;
6.    Conscientizar o aluno de seu problema e ajudá-lo.
·         Disortografia
a)  Definição: confusões de letras, sílabas de palavras e trocas ortográficas conhecidas e já trabalhadas com o professor.
·         Discalculia
a)  Definição: Capacidade matemática inferior à média esperada para a idade cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade do indivíduo.
b)  Características: habilidades prejudicadas lingüísticas, perceptuais, de atenção e matemáticas.
·         Linguagem tatibitate
a)  Definição: distúrbio de articulação e também de fonação em que conserva voluntariamente a linguagem infantil. Ocorre quando a fala da criança é reforçada ou também com a chegada de um novo irmãozinho.
·         Discalculia
a)  Definição: ressonância nasal maior ou menor que o normal no ato de falar. Pode ser causada por problemas nas vias nasais, na adenóide, lábio leporino ou fissura palatina. É comumente chamado de “fanho”.
·         Gagueira ou tartamudez
a)  Definição: distúrbio de ritmo ou disfluência e pode ocorrer por volta dos três e quatro anos, aos sete anos e com retorno na puberdade. É um distúrbio do ritmo normal da fala, envolve bloqueios, hesitações, prolongamentos e repetições de sons, sílabas ou frases. Acompanha tensão muscular, piscar de olhos, irregularidades respiratórias e caretas.
b)  Causas: anomalia de causas múltiplas.
1.    Orgânica: causa genética; mais freqüente entre canhotos; associada a nascimentos múltiplos (gêmeos) e à prematuridade; perturbações no aparelho fonador.
2.    Neurológica: Traumas de nascimento; infecções por encefalite, meningite e epilepsias.
3.    Glandular: Aumento ou diminuição da função das glândulas sexuais e da supra-renal.
4.    Funcionais: perda de um ente querido, acidente ou repreensão severa sobre a pessoa, forte pressão social, nível de aspiração dos pais.
·         Mudez ou mutismo
a)  Definição: incapacidade de articular palavras, decorrente de transtornos do SNC, atingindo a formulação e a coordenação de idéias e impedindo a transmissão em forma de comunicação verbal. Pode decorrer de problemas de audição, crianças com problemas físicos (lábio leporino, etc) ou psicológica e emocional, caracterizada pela negação em falar em determinadas situações ou pessoas.                                               

DISTÚRBIO DE COMPORTAMENTO

1.    O que é comportamento?
·         Conjunto de reações possíveis de serem observadas e que seguem uma referência no meio social.

2.    O que é distúrbio do comportamento?
·         Atitudes do sujeito que fogem ao padrão comum, que o diferenciam, que desviam-se da normalidade ou a esta opõem.
·         Entre eles: fobia escolar, agressividade, medo, timidez, agitação, inquietude e instabilidade e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
·         Fobia escolar
a)    Definição: incapacidade total ou parcial de freqüentar a escola, ocorre com crianças independente de níveis sociais, de graus de escolaridade e níveis de inteligência. Existe tanto pelo medo de ir à escola, como de ser abandonada.
b)    Sintomas: Ansiedade, pânico, náuseas, vômitos, diarréia, dores de cabeça e de barriga, falta de apetite, palidez, febre.
c)    Tratamento: Acompanhamento do professor e orientação psicológica à criança, aos pais e a escola.
·         Agressividade:
a)    Definição: ataque físico ou verbal de um sujeito em relação a uma ou mais pessoas, geralmente quando esta se sente contrariada em seus desejos ou necessidades, o sujeito impõe pela força o que quer. A resposta agressiva é uma dificuldade do sujeito de aceitar a frustração e a perda, ou de afirmar-se e exibir-se perante os outros.
b)    Causas: rejeição dos pais; excessiva tolerância à agressividade; falta de supervisão dos pais e responsáveis; desvios sociais dos pais e parentes; discórdias em família; ameaça e uso de punições físicas “dolorosas”.
·         Medo:
a)    Biológico: natural e necessário à sobrevivência.
b)    Psicológico: Crianças pequenas têm medo de locais não conhecidos, pessoas não familiares, situações novas, sensação de abandono, tensão familiar, fantasias infantis. Quando mais velhas têm medo de situações de fracasso, humilhação, perda de prestígio, morte e doenças.
c)    Condicionado: aprendido socialmente (ex. medo de barata).
d)    Ansiedade e fobia: é o tipo que paralisa a pessoa e impede de relacionar-se com outras pessoas, sair de casa, ficar sozinho, etc. Pode levar á prejuízos na formação da personalidade, à ansiedade, insegurança, sendo necessário um tratamento psicológico.
e)    Causas: Falta de segurança e falta de amor e proteção.
·         Timidez:
a)    Definição: desconforto e a inibição em situações de interação pessoal que interferem na realização dos objetivos pessoais e profissionais de quem a sofre. Caracterizam-se pela obsessiva preocupação com as atitudes, as reações e os pensamentos dos outros.
b)    Causas: funciona como regulador social, inibidor de excessos e também como mecanismo de defesa para avaliar novas situações e adequar-se a elas.
c)    Timidez situacional: manifesta-se em ocasiões específicas, portanto o prejuízo é localizado.
d)    Timidez crônica: manifesta-se em todas as formas de convívio social. Pode levar à fobia social e à Síndrome do Pânico.
·         Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)
a)    Definição: conjunto de condutas que tem como sintoma primordial a atividade motora excessiva e o déficit de atenção, inquietude e impulsividade.
Diagnóstico: Para se diagnosticar um caso de TDAH é necessário que o indivíduo em questão apresente pelo menos seis dos sintomas de desatenção e/ou seis dos sintomas de hiperatividade; além disso, os sintomas devem manifestar-se em pelo menos dois ambientes diferentes e por um período superior a seis meses.

Resumo: Módulo 5 - Deficiência Física e Motora

DEFICIÊNCIA FÍSICA
1)    Definição
·         Disfunção ou interrupção dos movimentos de um ou dois membros: superiores, inferiores ou ambos.
·         Paralisia: perda da capacidade de contração muscular voluntária por interrupção funcional ou orgânica na via motora (do córtex cerebral até o próprio músculo). É quando todos os movimentos em tais proporções  são impossíveis.
·         Paresia: movimento que está limitado ou fraco. A motilidade se mostra num padrão abaixo do normal, no que se refere à força muscular, à precisão do movimento, amplitude e à resistência muscular localizada.

2)    Classificação das paralisias
·         Monoplegia: um membro é afetado, é raro.
·         Diplegia: membros superiores afetados.
·         Paraplegia: membros inferiores afetados, resultante de lesão medular torácica ou lombar, altera a função medular e produz além de déficits sensitivos e motores, alterações viscerais e sexuais.
·         Hemiplegia: membros do mesmo lado são afetados.
·         Triplegia: três membros são afetados, é raro.
·         Tetraplegia/quadriplegia: todos os membros são afetados, apresenta lesões na sexta e sétima vértebra.

3)    Causas
·         Paralisia cerebral: deficiência da função motora devido a uma lesão cerebral no momento do parto. A criança pode apresentar níveis de mobilidade e ter sua vitalidade e aparência física comprometidas. (prematuridade, anóxia perinatal, desnutrição materna, rubéola, toxoplasmose, trauma de parto, subnutrição).
·         Hemiplegias: Por acidente vascular cerebral, aneurisma cerebral, tumor cerebral e outras.
·         Lesão medular: por ferimento de arma de fogo, arma branca, acidentes de trânsito, mergulho em águas rasas, traumatismos diretos, quedas, processos infecciosos, processos degenerativos, entre outros.
·         Amputações: causas vasculares, traumas, malformações congênitas, causas metabólicas, outras.
·         Distrofia muscular: fraqueza progressiva e atrofia dos músculos do esqueleto. Afeta a mobilidade, vitalidade física e aparência comum (autoimagem).
·         Malformação congênita: Presente no nascimento, qualquer defeito na constituição de algum órgão ou conjunto de órgãos que determine uma anomalia morfológica estrutural presente no nascimento por causa genética, ambiental ou multifatorial.
a)    Programação genética imperfeita;
b)    Fatores ambientais alteraram a formação.


DEFICIÊNCIA MOTORA
1)    Definição
·         É o resultado da maturação de alguns tecidos nervosos, aumento do tamanho e complexidade do sistema nervoso central (SNC), crescimento de ossos e músculos.
·         A aquisição das habilidades motoras básicas ocorre com uma sequência previsível de desenvolvimento, apesar da diversidade devido aos fatores socioculturais.
·         Existem situações em que a variabilidade ultrapassa o limite normal, adquirindo características de desvio, chamada deficiência motora.
·         É um atraso excessivo (desordem orgânica) na aquisição de habilidades motoras básicas. As razões dessa condição são múltiplas, e seus processos, particulares.
·         A criança pode ter aprendido as habilidades motoras básicas, entretanto, sua reconstrução na forma de habilidades funcionais que permitam interagir plenamente com seu ambiente natural e social, não ocorreu.
·         Na década de 80 essa deficiência passou a ser Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC).
·         De acordo com DSM-IV podemos classificar o TDC pelos seguintes sintomas:
a)    Comprometimento do desempenho de atividades diárias tendo por base a idade cronológica e a inteligência;
b)    Propensão para deixar cair objetos;
c)    Baixo desempenho em atividade desportiva;
d)    Grafia insatisfatória;
e)    Rendimento escolar afetado significativamente;
f)     Fraco desempenho de rotinas diárias.
·         Transtorno específico do desenvolvimento motor
a)    Comprometimento grave do desenvolvimento da coordenação motora;
b)    Não atribuível exclusivamente a um retardo mental global ou afecção neurológica específica, congênita ou adquirida;
c)    Sinais que evidenciam imaturidade acentuada do desenvolvimento neurológico;
·         CID-10 o Transtorno Específico do Desenvolvimento da Função Motora
a)    Principal característica é o grave comprometimento da coordenação motora;
b)    Não está diretamente ligada ao retardo intelectual global ou a qualquer transtorno neurológico, congênito ou adquirido;
c)    Compromete a execução de tarefas cognitivas visoespaciais e resulta em dificuldades no desempenho acadêmico, sociais e emocionais;
d)    A ausência de sinais neurológicos clássicos leva a uma atitude de incredulidade diante do problema, negligenciando-se a sua existência ou a crença de recuperação do estado de dificuldade motora.

2)    Estudo do desenvolvimento motor:
·         Área médica: investigar determinantes que levam à ocorrência do problema.
a)    Antecedentes ou fatores presentes nos momentos iniciais da vida;
b)    Condições do nascimento (peso, idade de gestação, asfixia perinatal);
c)    Condições do recém nascido durante as primeiras semanas;
d)    O desenvolvimento até o início da escolarização.
·         Área psicopedagógica: investiga o impacto do TDC, no primeiros anos escolares, sobre o futuro escolar durante a adolescência.
·         Em ambas as áreas os autores são unânimes em afirmar que as crianças portadoras de TDC não se recuperam de suas transtornos motores espontaneamente.
·         Pode haver diminuição natural com o passar dos anos, mas não a sua eliminação.
·         Levando-os a receber rótulos ou apelidos e a um comprometimento de sua autoestima.
·         Por isso o professor deve estar atento a fim de realizar diagnósticos, fazer encaminhamentos e propor atividades pedagógicas direcionadas às dificuldades da criança.

3)    Intervenção Educacional
·         No momento em que nasce uma criança com deficiência, ocorre na família, em especial com os pais, uma “morte simbólica”.
·         Os projetos e as fantasias sobre o bebê precisam ser reelaborados e novas perspectivas construídas.
·         Nem sempre os pais estão preparados, por isso é necessário o apoio teórico-afetivo de uma equipe especializada (médicos, psicólogos, pedagogos, etc).
·         Atitudes de ansiedade e angústia do meio familiar e reações de curiosidade, piedade e rejeição do meio social, podem acarretar uma fragilidade afetiva na criança.
·         A criança começa seu percurso vital com grande defasagem em relação às outras consideradas “normais”, pois quando a área motora ou sensorial não se desenvolve, outras áreas podem ser afetadas.
·         Os objetivos de intervenção pedagógica tanto escolar como familiar:
a)    Dotar a criança de máxima independência pessoal, mediante o desenvolvimento físico;
b)    Proporcionar à criança meios de expressão eficientes;
c)    Favorecer a criação de hábitos de estudo e trabalho;
d)    Oferecer uma sólida formação humanística integral;
e)    Impulsionar a capacidade de expressão por meio da criação artística;

f)     Preparar a criança para o exercício responsável da liberdade.