10 de fev. de 2014

Resumo - Desvendando os Mecanismos da Projeção

Disciplina
Técnicas Projetivas
Autor(es)
Fonseca, Ana Lucia Barreto et al.
Título
Desvendando o Mecanismo da Projeção






Mecanismo da Projeção

v  Deslocamento de algo que no trajeto passa por alterações que resultam em algo “novo”, com alguma similaridade que o remete ao objeto original.
v  O termo tem origem vinculada aos estudos de neurofisiologia, considerando-a uma operação pela qual um evento é deslocado do meio externo e localizado no meio interno, correspondendo a sensações e percepções neurológicas que lhe forem provocadas.
v  As produções humanas, da mais involuntária a mais autônoma, manifestam alguma relação entre experiências passadas e recentes que refletem nas respostas comportamentais (STEMBERG, 2004).
v  Fechener no séc. XIX – pesquisas sobre quantidade de sensação (qualidade mental), relação entre quantidade de estímulo submetido e a resposta comportamental.
v  Laplanche e Pontalis (1986, p. 479) – processos psicológicos da projeção:
o   Indivíduo responde ao ambiente de acordo com seus interesses, aptidões, expectativas e desejos, assim também, escolhe seus pares por afinidade, como proximidade territorial, político, profissional.
o   Indivíduo mostra pela sua atitude que assimila determinada pessoa a outra.
o   Indivíduo no processo também denominado identificação, assimila-se a pessoas estranhas (artistas, famosos) ou até mesmo seres inanimados (animais, plantas), ou inversamente, assimila a si mesmo como sendo o próprio indivíduo.
o   Desloca conteúdos inconscientes que foram recalcados para o meio externo e atribui-os a outro sujeito, como estratégia de satisfação.
v  Dentre as teorias a que mais utiliza a projeção no arcabouço teórico é a Psicanálise.  Amplia a definição de projeção:
o   “operação na qual o sujeito expulsa de si e localiza no outro, pessoa ou coisa, as qualidades, os desejos, os afetos, os sentimentos e até mesmo os “objetos” que estão internalizados e ele desdenha e/ou recusa aceitar e/ou admitir que lhe são pertencentes.” (Laplanche e Pontalis, 1986).
o   Para Freud a projeção é uma defesa de origem muito arcaica, encontrada particularmente nos casos de paranóia, entretanto também está presente em pessoas “normais”, como o comportamento do supersticioso.
o   Para Freud a projeção se origina na pulsão – excitação geradora de tensão, geralmente proveniente da sexualidade.
o   Há uma articulação entre a dinâmica projetiva e a pulsão de vida cujo objetivo é diminuir a pressão dispensada pela pulsão de morte, produzindo um estado de fuga que o leva a procurar no exterior as causas do seu desconforto.
v  Criaram-se instrumentos que facilitam a captação de conteúdos internos e compreensão do sofrimento psíquico, que foram denominados de técnicas projetivas.
v  L. K. Frank em 1939 – utilizou o termo projetivo para explicar o “parentesco” entre os testes:
o   Associação de palavras de Jung – 1904.
o   Teste de manchas de tintas de Rorschach – 1920.
o   O teste do Desenho – 1923.
o   TAT de Murray – 1935.
o   Afirmou que estes testes levam a uma investigação dinâmica e holística da personalidade, sendo um dos grandes instrumentos para o psicodiagnóstico.
o   Estes testes proporcionam o conhecimento da estrutura da personalidade, através de seu material ambíguo, e sua básica teórica é a Psicanálise e a Psicologia da Forma.
o   O termo utilizado por Frank ampliou-se e se relacionou com evocações de multidimensionalidades¹, especificidades² e fecundidades³.
(1)  Denota uma ação física, por analogia metafórica, o sujeito descarrega no material tudo o que recusa ser.
(2)  Por analogia o teste leva o sujeito a produzir um protocolo de respostas com uma estruturação correspondente à estrutura da personalidade.
(3)  Os estados interiores, dados afetivos, se exteriorizam através dos relatos ou desenhos realizados pelo sujeito do teste.
v  Os testes projetivos são passíveis de uma interpretação psicolingüística, composta de dois eixos distintos da linguagem:
o   Função paradigmática (código);
o   Função sintagmática (mensagem).
v  Dentre os teste mais conhecidos estão:
o   HTP (House Tree Person);
o   TAT (Teste de Apercepção Temática);
o   Fábula de DUSS;
o   Simonds;
o   Pirâmide de Pfister;
o   Rorschach.


Resumo - O Desafio da Pesquisa Social

Disciplina
Temáticas de Pesquisa em Psicologia
Autor(es)
Maria Cecília de Souza Minayo (Org.)
Título
Pesquisa Social – Teoria, Método e Criatividade.
Capítulo I
O Desafio da Pesquisa Social









Ciência e cientificidade
Ø  Sempre existiu a preocupação do homem com o conhecimento da realidade.
Ø  É uma busca de conhecimento não exclusiva, não conclusiva e não definitiva.
Ø  No mundo ocidental a ciência é a forma hegemônica de construção da realidade:
a)    Devido à possibilidade de responder questões técnicas e tecnológicas.
b)    Ao estabelecimento de uma linguagem fundamentada em conceitos, métodos e técnicas. Utilizada de forma coerente, controlada e instituída por uma comunidade que a controla e administra sua reprodução.
Ø  O campo científico apesar de sua normatividade é permeado por conflitos e contradições.
a)    Cientificidade das ciências sociais: uniformidade x especificidade.
b)    Paul de Bruyne et al. (1995): cientificidade comporta um pólo de unidade e um pólo de diversidade.
Ø  Reflexão sobre cientificidade das ciências sociais:
a)    Tratar de uma realidade da qual nós somos agentes, não escapa da possibilidade de objetivação?
b)    Buscar a objetivação própria das ciências naturais não descaracteriza os fenômenos e processos sociais?
c)    Que método geral poderia ser proposto para explorar uma realidade tão marcada pela especificidade e diferenciação?
d)    A pesquisa social se faz por aproximação, mas ao progredir, elabora critérios de orientação cada vez mais precisos.

Critérios Gerais das Ciências Sociais (CS)
Ø  O objeto das ciências sociais é histórico.
a)    Deve-se considerar a construção social em um dado espaço e sua forma particular de organização, entretanto, todas que vivenciam a mesma época histórica têm alguns traços em comum.
b)    As sociedades vivem o presente marcado por seu passado e com tais determinações constroem seu futuro.
c)    É uma dialética constante entre o que está dado e o que será fruto de seu protagonismo.
d)    Possui consciência histórica. Está ligado ao nível de consciência histórica da sociedade, que dão significado a suas ações e construções.

Ø  Como características da questão social, estão presentes: provisoriedade, dinamismo e a especificidade.
Ø  Existe uma identidade entre sujeito e objeto, tornando-os imbricados e comprometidos.
Ø  As CS são intrínseca e extrinsecamente ideológicas, passa por interesses e visões de mundo historicamente criadas.
Ø  Na investigação social a relação entre pesquisador e seu campo de estudos se estabelece definitivamente.
Ø  A relação entre conhecimento e interesse deve ser compreendida como critério de realidade e busca de objetivação.
Ø  O objeto das CS é essencialmente qualitativo.

Conceito de Metodologia de Pesquisa
Ø  Metodologia: é entendida como um caminho do pensamento e prática exercida na abordagem da realidade.
a)    Teoria da abordagem (método);
b)    Instrumentos de operacionalização do conhecimento (as técnicas);
c)    Criatividade do pesquisador (experiência, capacidade pessoal e sensibilidade).

Ø  Pesquisa: atividade básica da ciência na sua indagação e construção da realidade.
a)    Atualiza frente à realidade do mundo;
b)    Vincula pensamento e ação;
c)    As questões da investigação estão relacionadas a interesses e circunstâncias socialmente condicionadas;
d)    Toda investigação se inicia por uma questão, por um problema, que ao serem respondidos se vinculam a conhecimentos anteriores ou a criação de novos referenciais.

Ø  Teorias: conhecimentos que foram construídos cientificamente sobre determinado assunto.
a)    Construída para compreender um conjunto de proposições;
b)    Este conjunto constitui o domínio empírico da teoria;
c)    Esclarece o melhor o objeto da investigação;
d)    Ajudam a levantar questões, focalizar o problema, as perguntas e estabelecer hipóteses;
e)    Maior clareza na organização de dados;
f)     Iluminam a análise de dados.

Ø  Proposições: são declarações afirmativas, são hipóteses comprovadas sobre fenômenos ou processos sobre os quais interrogamos, e devem ter características básicas:
a)    Capazes de lançarem luz sobre questões reais;
b)    Claras e inteligíveis;
c)    Precisão nas relações abstratas entre elementos, fatos e processos que buscam explicar ou interpretar.

Ø  Discurso: conjunto de proposições logicamente relacionadas em uma teoria, com as seguintes características:
a)    Ordenação do que é principal e do que é secundário;
b)    Apresentação sistemática;
c)    Organização do pensamento e sua articulação com o real concreto;
Ø  A teoria tem como proposta ser compreendida pelos membros de uma comunidade acadêmica.

Ø  Domínio de teorias: fundamenta nosso caminho do pensamento e da prática teórica além de constituir o plano interpretativo para nossas indagações de pesquisa, seja para desenvolvê-las, para respondê-las, ou para, propor um novo discurso.

Ø  Conceitos: são vocábulos ou expressões carregados de sentido (história e ação social).
a)    Aspecto cognitivo: o conceito é delimitador e focalizador do tema em estudo.
b)    Ao formular um problema de pesquisa, conceitue cada um dos termos.
c)    Realize uma pesquisa bibliográfica para cada uma das expressões e trabalhe-as historicamente, com divergências e convergências.
d)    Somente após coloque sua posição e hipóteses.
e)    Ao delimitar um conceito, considerá-lo se este é valorativo, pragmático e comunicativo:
(1)  Valorativo – a que corrente teórica os conceitos adotados estão filiados.
(2)  Pragmático – capacidade de ser operativo para descrever e interpretar a realidade.
(3)  Comunicativo – claro, preciso, abrangente e ao mesmo tempo específico.
f)     Classificação de conceito:
(1)  Conceitos teóricos – compõem e estruturam o discurso da pesquisa, nível da abstração.
(2)  Conceitos de observação direta – definem os termos com os quais o pesquisador trabalha em campo ou nas análises documentais.
(3)  Conceitos de observação indireta – fazem a relação do contexto da pesquisa com os conceitos da observação direta.

Pesquisa Qualitativa
Ø  Trabalha com o universo dos significados, dos motivos, das aspirações, das crenças, dos valores e das atitudes.
Ø  O universo da produção humana que pode ser resumido no mundo das relações, das representações e da intencionalidade.

Ø  Positivismo: principal influência nas CS é a utilização da filosofia e conceitos matemáticos para a compreensão da realidade. O que resulta na apropriação da linguagem de variáveis para especificar atributos e qualidades do objeto de investigação.


Ø  Objetividade: A análise social é considera objetiva quando é realizada sobre realidade concreta ou pela criação de modelos matemáticos por instrumentos padronizados e pretensamente “neutros”.

Ø  Compreesivismo: Em oposição ao positivismo a Sociologia Compreensiva responde diferente à questão qualitativa (fenomenologia, etnometodologia, interacionismo simbólico).
a)    Coloca como foco a compreensão da realidade humana vivida socialmente.
b)    Sendo o significado o conceito central da investigação.
c)    Propõe a subjetividade como constitutiva do social e inerente à construção da objetividade nas CS.
d)    Tem como matéria-prima as vivências, experiências, a cotidianeidade. A linguagem, os símbolos, as práticas, as relações e as coisas são inseparáveis.

Ø  Marxismo: a abordagem marxista considera a historicidade dos processos sociais e dos conceitos, as condições socioeconômicas de produção do fenômenos e as contradições sociais.
a)    Propõem uma abordagem dialética, que valoriza quantidade e qualidade, com as contradições intrínsecas às ações e realizações humanas, e com o movimento perene entre parte e todo e interioridade e exterioridade dos fenômenos.


Ciclo da pesquisa qualitativa
Ø  A pesquisa não precede da criatividade, e sim se baseia em conceitos, proposições, hipóteses, métodos, técnicas, linguagem, com um ritmo próprio e particular.
Ø  A esse ritmo denominamos Ciclo de Pesquisa:
a)    Um trabalho em espiral.
b)    Começa com uma pergunta e termina com uma resposta ou produto, que dá origem a novas interrogações. 
c)    Divididos em três etapas:
(1)  Fase exploratória
i.      Produção do projeto de pesquisa;
ii.    Preparo para entrada no campo;
iii.   Definição e delimitação do objeto e desenvolvê-lo teórico e metodologicamente;
iv.   Colocar hipóteses e pressupostos para encaminhamento;
v.    Escolher e escrever os instrumentos de operacionalização;
vi.   Pensar o cronograma de ação;
vii.  Fazer procedimentos exploratórios para escolha do espaço e da amostra.
(2)  Trabalho de campo
i.      Levar a construção teórica para a prática empírica;
ii.    Combina instrumentos de observação, entrevistas ou outras modalidades de comunicação e interlocução com os pesquisados;
iii.   Levantamento do material documental e outros;
iv.   Momento relacional e prático de confirmação ou refutação de hipóteses e construção de teoria.
(3)  Análise do tratamento do material empírico e documental
i.      Conjunto de procedimentos para valorizar, compreender, interpretar os dados empíricos, articulá-los com a teoria que fundamentou o projeto.
ii.    Dividindo-os em três momentos de procedimento:
(a)  Ordenação dos dados;
(b)  Classificação dos dados;

(c)  Análise propriamente dita.

9 de fev. de 2014

Resumo - Desafios no Psicodiagnóstico Infantil

Disciplina
PSICODIAGNÓSTICO
Autor(es)
Silvia Ancora Lopez
Título
Psicodiagnóstico Interventivo: Evolução de uma prática.
Capítulo 12
Desafios no Psicodiagnóstico Infantil








1)    Introdução
a)    Ambiente Clínica-escola com atendimento gratuito, grande parte da clientela tem dificuldades socioeconômicas, que implicam em determinadas carências.
b)    Induzem a uma atuação que foge do campo tradicional da Psicologia Clínica, que segundo o CFP (2007, p.8), requer por parte do psicólogo inventividade, inteligência e talento para criar, inovar respondendo de forma dinâmica ao movimento da realidade.

2)    Reflexão Prática do Psicodiagnóstico
a)    Realizar uma reflexão prática sobre o psicodiagnóstico, levando em conta o contexto no qual ele se dá.
i)     Novas configurações familiares;
ii)    Realidade brasileira;
iii)   Características socioeconômicas;
iv)   Crise de valores políticos e morais;
v)    Situação da educação;
vi)   Realidade da violência e a convivência por parte da crianças, desta no âmbito familiar e social.
b)    Principal queixa na clínica-escola é a dificuldade na escolarização.
c)    Encaminhamento oriundo de escolas públicas, que buscam explicação dos motivos que impedem o desenvolvimento pedagógico das crianças.
d)    O psicólogo para atender essa demanda, se restringi a singularidade da criança, e realiza o psicodiagnóstico privilegiando aspectos da personalidade, que resultam em uma predisposição para a formação desse sintoma.
e)    Desconsideram aspectos institucionais que contribuem para o fracasso escolar.
f)     Culpabilização da vítima incutida pela má-fé institucional  da escola pública, cuja crença que a criança pobre, sem estímulos em casa para aprender, passa a se ver como burra, incompetente e preguiçosa.
g)    Comum escolas e psicólogos compreenderem o fracasso escolar em seus aspectos intrassubjetivos e relacionais,  os primeiros por uma dificuldade em confrontar suas próprias deficiências e segundo apoiados na tradição da sua formação profissonal que tendem a privilegiar o indivíduo.
h)   Uma visão ampliada da clínica permite uma compreensão da dificuldade escolar construída a partir da avaliação do contexto escolar, no qual a criança esta inserida.
3)    Psicodiagnóstico Interventivo
a)    Diante das limitações do fazer clínico, procura-se engajar a família e a escola, visando:
i)     Compreender as dificuldades da criança;
ii)     Encontrar formas de auxiliá-la no seu desenvolvimento.
b)    Visita escolar tem papel significativo, a fim de possibilitar uma reflexão conjunta com as equipes das escolas sobre o seu papel na dificuldade dos alunos.
c)    Discriminar para os pais quais são as dificuldades de seus filhos e o que é responsabilidade das instituições escolares. Levando-os a colocar-se mais criticamente, levando reivindicações para as escolas.
d)    Participação dos pais no psicodiagnóstico propicia uma mudança de atitude em relação aos seus filhos, favorecendo seus aspectos positivos e auxiliando a criança a superar os aspectos negativos.   

4)    Desafio do Psicodiagnóstico
a)    Ampliar o olhar – ir além da criança como foco da investigação e integrar outros aspectos, como os efeitos do mundo moderno sobre ela e sua família.
b)    Novas configurações familiares: monoparentais femininas; irmãos com pais diferentes; avós que criam seus netos; casais com filhos de relacionamentos anteriores.
i)     Identificaram-se dificuldades e vantagens em avós que desempenham o papel de pais para seus netos.
ii)    Sentimento de vergonha em famílias homoparentais, devido à dificuldade de obter legitimidade social e jurídica no Brasil.
c)    Cabe ao psicólogo questionar de que forma essas metamorfoses nas famílias repercutem na constituição das crianças.

5)    Objetivo do Psicodiagnóstico Interventivo
a)    Conhecer os sentidos e significados que as crianças e seus pais dão às suas vidas e seus mundos.
b)    Enfrentamento das teorias que se apresentam insuficientes para as profundas transformações nas famílias:
i)     Despir-se das amarras teóricas.
ii)    Acolher o cliente e sua família.
iii)   Não cair na armadilha de que a criança ficará obrigatoriamente, prejudicada no seu desenvolvimento psicológico.
c)    Psicodiagnóstico oferece a oportunidade de uma reflexão conjunta para enfrentar as lacunas teóricas através de uma compreensão co-constituída pautada no mundo vivido pelo cliente.
d)    O atendimento em grupo auxilia na compreensão da própria família, contribui para diminuir a sensação de isolamento e eliminando a sensação de que seu caso é diferente, único e sem solução.


6)    Violência Social e Familiar
a)    Não é exclusivo da atualidade.
b)    Problema complexo e delicado, com múltiplas causas, interfaces e principalmente, o sofrimento psíquico de todas as pessoas envolvidas, exigem extremo cuidado dos profissionais envolvidos.
c)    Tem que ser analisado em seu contexto cultural e condições impostas pela vulnerabilidade social.
d)    Em muitos casos é um episódio intrafamiliar marcado pela existência de vinculação afetiva entre seus integrantes, dependência econômica entre os cuidadores, negligência, conivências e vulnerabilidades.
e)    Compromisso de zelar pelo bem-estar da criança ou adolescente, com cuidado de não cometer imprudências.
f)     Competitividade e desigualdade resultam no aumento de: violência; uso de drogas; conflitos e rupturas familiares; alienação social e política; xenofobia; conflitos étnicos e religiosos; doenças psicossomáticas.
i)     Não agir de forma neutra, atacar frontalmente esses temas.
ii)    Considerar fontes de desestabilização emocional das crianças: psiquismo e questões sociais.
iii)   Sugerir, apoiar e incentivar pais e responsáveis a atitudes ativas. Auxiliá-los a conhecer, reconhecer e batalhar por seus direitos como cidadãos.

7)    Finalidade do Psicodiagnóstico
a)    Compreender e respeitar o mundo do cliente, contemplando as questões políticas, sociais e econômicas.
b)    Não ater-se apenas ao espaço clínico, mas conhecer o ambiente escolar da criança, suas condições de moradia e seu meio social.
c)    Implica no confronto com as nossas limitações e inquietações
d)    Criar um espaço que permita compartilhar o sofrimento e encontrar um novo modo de lidar com a realidade do paciente.

                                 

6 de fev. de 2014

Resumo: A Intertextualidade Ética para além do Código de Ética do Psicólogo

Disciplina
ÉTICA PROFISSIONAL
Autor(es)
Fabiana Tavolaro Maiorino
Título
A Intertextualidade Ética para além do Código de Ética do Psicólogo







1)    Percurso Histórico do Novo Código de Ética
a)    Resultado de Encontros, Fóruns de Ética no Conselho Regional, Universidades e principalmente do último encontro com professores de ética, realizado no ano de 2005, com o CRP-SP em parceria com a ABEP.
b)    Novas demandas sociais e novas configurações no perfil profissional, que inaugura novos campos de ação e pesquisa.
c)    O código anterior datado de 1987 era direcionado para o campo clínico e institucional, além de não dialogar com as leis modernas, como o ECA e o Estatuto do Idoso.
d)    O Código passou pela aprovação legal do Comitê de Ética da OAB e pela aprovação da Associação das Políticas Administrativas e Financeiras da Psicologia Brasileira (APAF).

2)    A formação ética como exercício na prática da Psicologia
a)    A partir da práxis profissional, podemos pensar ética como um instrumento de reflexão em relação à sociedade e dentro da própria profissão.
b)    Sendo um retrato da identidade profissional, assim, buscar uma prática mais refletida do que queremos fazer na Psicologia, sobre a responsabilidade do que decidirmos fazer.
c)    O código tem que ser sempre repensado, pois ele é uma construção na realidade com a realidade.
d)    Princípios elaborados que representam a história da psicologia e da Humanidade:
i)     Valoriza o sujeito na perspectiva social;
ii)    Respeita as diversidades na trama social;
iii)   Respeita a diversidade interna da própria Psicologia;
iv)   Respeita os direitos do indivíduo;
v)    Apresenta uma perspectiva de promoção de saúde.
e)    A partir do Código o sujeito pode escolher e acolher as conseqüências de seus atos profissionais, de assumir a capacidade de deliberação no campo profissional da psicologia.

3)    A intertextualidade (bio)ética no Código de Ética
a)    Presença de valores bioéticos e humanitários.
b)    Defesa pela vida e pela eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade, opressão, visando assegurar qualidade de vida na relação com os serviços de Psicologia.
c)    O contato com uma população carente de recursos básicos e cuidados bio psico sociais,fez com que houvesse a necessidade, de se repensar os referenciais teóricos frente a realidade brasileira e conhecer as novas subjetividades.
d)    Com estes novos desafios, acrescentou o item V no código, onde o psicólogo deve contribuir para a universalização do acesso da população às informações, ciência psicológica, serviços e padrões éticos da Psicologia.
e)    Cuidados éticos ao realizar estudos, pesquisas e desenvolvimento de tecnologias:
i)      Avaliar riscos envolvidos;
ii)    Garantir caráter voluntário nas pesquisas;
iii)   Assegurar anonimato;
iv)   Acesso ao resultado das pesquisas.
f)     Reflexão contínua, exercício crítico da profissão e uma atualização constante.
g)    Evitar aceitação passiva das regras – naquilo que o psicólogo valoriza – sem considerar o que o outro acredita e valoriza, contribuem para a moralização, opressão e marginalização.
h)   Postura na construção de políticas públicas, voltadas para a infância, juventude e idosos, que abarque a convivência social e o acesso às políticas públicas de educação, saúde, esporte, lazer, cultura, etc.
i)     Superado a visão assistencialista e fisiologista – vistas como incapazes, com algum déficit – esses sujeitos são vistos como cidadãos portadores de direitos e deveres.
j)      Demonstra a preocupação do nascimento até o envelhecimento.

k)    Possibilidade de transformar a realidade individual em projetos coletivos, nos quais o homem possa enfrentar as dificuldades com maior consciência e responsabilidade.